quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Um desafio para quem parte, um sonho para quem fica

O Dakar para mim será para sempre a alegria de ver a mitica prova zarpar da minha aldeia. Será tambem a recordação das noites que já dormi embalado pela brisa do deserto no Erg Chebi. E pouco mais.
Julgo que ficarei para sempre preso ao sonho...
...mas pelo menos sonho alto.

PSL

Um desafio para quem parte, um sonho para quem fica

O Dakar para mim será para sempre a alegria de ver a mitica prova zarpar da minha aldeia. Será tambem a recordação das noites que já dormi embalado pela brisa do deserto no Erg Chebi. E pouco mais.
Julgo que ficarei para sempre preso ao sonho...
...mas pelo menos sonho alto.

PSL

Pedimos desculpa por esta interrupção…

...a emissão segue dentro de momentos.
Entretanto fiquem com este divertido interludio publicitário que me faz chorar o verão recentemente perdido e a vós, suspirar pelo próximo que ainda vem longe.
Já agora, um grande 2007 para todos os amigos e leitores deste blogue, cheio de saúde e de tudo o que mais desejarem.



PSL

Pedimos desculpa por esta interrupção…

...a emissão segue dentro de momentos.
Entretanto fiquem com este divertido interludio publicitário que me faz chorar o verão recentemente perdido e a vós, suspirar pelo próximo que ainda vem longe.
Já agora, um grande 2007 para todos os amigos e leitores deste blogue, cheio de saúde e de tudo o que mais desejarem.



PSL

sábado, 30 de dezembro de 2006

É preciso…

Não basta ler o Le Monde de manhã, o The New York Times à tarde e o The Guardian ou o El Pais à noite. Não basta ouvir musica que nunca ninguém ouviu e que nunca ninguém ouvirá. Não basta ler os clássicos, os gurús da nova economia, os profetas da ciência política e os cultores do direito. Não basta sentar o rabo nas roçadas cadeiras da Cinemateca e do King; comprar bandas sonoras e conhecer de cor todos os dogmas da sétima deste Mundo. Não basta tocar piano e falar francês. Não basta almoçar qualquer coisa leve num colorido restaurante aborrecido e jantar nos lugares da moda. Não basta comprar "all inclusives" para o paraíso da moda; viajar para as capitais europeias em trabalho, ou dar um saltinho a um Parador do pais vizinho. Não basta sequer frequentar as melhores universidades e ter os melhores mestres.
É preciso cortar as amarras, puxar da ancora e soltar as velas. Para que os ventos deste mundo nos levem a conhecer novas paragens, gentes, raças e culturas. E no fim da jornada concluíamos como Eça conclui por interposta pessoa, que esta terra em que moramos é povoada por espectros bafientos, amarelados, tristes e mesquinhos; governados por uma classe política incapaz de desempenhar o papel que lhe foi confiado; apoiada por tecnocratas inúteis e incultos, pequenos e convencidos; sustentada por intelectuais sempre comprometidos.
É preciso cotar as amarras para sabermos enfim, como somos pequenos e como precisamos urgentemente de um banho de humildade.

PSL