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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
cronos xxxiii
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
cronos xxxii
Na adolescência da minha geração, nos anos 80, havia poucos heróis e muitos ídolos, fruto das raras revistas de música que a má vontade dos pais dificilmente compravam. A fama da Bravo devia muito à pobreza de alternativa e à sua riqueza comercial (hoje diria-se merchandising). A informação e o conhecimento, fosse sobre o que fosse, não circulavam como agora. Uma dica de um amigo ou conhecido, nos anos 80, valia mais do que um "download" actual. Um videoclip na televisão de hoje equivale a um concerto de outrora. O "boca a boca" era O veículo de transmissão de conhecimento, sobretudo da boa música, chamada na altura de alternativa. Antigamente, os DJ eram acossados pelas perguntas naturais sobre o autor e o nome da música que passavam nos "pratos"; hoje, funciona mais ao contrário, para tocarem as músicas que os "clientes" sabem de cor.
Ao descobrir este vídeo, acabei por achar que ele é também um momento de tributo à música dos anos 80 e, portanto, à música da minha geração. Bom, esta questão da geração também mudou. Já não há propriamente gerações musicais. Quem tem 30 ou 40 anos ouve a música também daqueles que têm 15 ou 20. Vigora a lei do mercado, da liberdade de escolha e, de certo modo, da juventude perdida.
"Better be home soon" é de 1988, estavas prestes a fazer 17 anos, e nesse ano provavelmente ainda desconhecia esta música. Os êxitos demoravam largos meses, quando não um ou dois anos, a terem sucesso ou audiência significativa em Portugal. Outros tempos, belos tempos, mas bem piores do que os actuais. Não admira que a música tenha perdido as suas gerações. Os "novos" ouvem os mais antigos e vice-versa. Os "velhos" tentam compensar o que a idade e o mundo não permitiram. "Hallelujah" à música dos tempos! Intergeracional e despreconceituosa...
cronos xxxii
Na adolescência da minha geração, nos anos 80, havia poucos heróis e muitos ídolos, fruto das raras revistas de música que a má vontade dos pais dificilmente compravam. A fama da Bravo devia muito à pobreza de alternativa e à sua riqueza comercial (hoje diria-se merchandising). A informação e o conhecimento, fosse sobre o que fosse, não circulavam como agora. Uma dica de um amigo ou conhecido, nos anos 80, valia mais do que um "download" actual. Um videoclip na televisão de hoje equivale a um concerto de outrora. O "boca a boca" era O veículo de transmissão de conhecimento, sobretudo da boa música, chamada na altura de alternativa. Antigamente, os DJ eram acossados pelas perguntas naturais sobre o autor e o nome da música que passavam nos "pratos"; hoje, funciona mais ao contrário, para tocarem as músicas que os "clientes" sabem de cor.
Ao descobrir este vídeo, acabei por achar que ele é também um momento de tributo à música dos anos 80 e, portanto, à música da minha geração. Bom, esta questão da geração também mudou. Já não há propriamente gerações musicais. Quem tem 30 ou 40 anos ouve a música também daqueles que têm 15 ou 20. Vigora a lei do mercado, da liberdade de escolha e, de certo modo, da juventude perdida.
"Better be home soon" é de 1988, estavas prestes a fazer 17 anos, e nesse ano provavelmente ainda desconhecia esta música. Os êxitos demoravam largos meses, quando não um ou dois anos, a terem sucesso ou audiência significativa em Portugal. Outros tempos, belos tempos, mas bem piores do que os actuais. Não admira que a música tenha perdido as suas gerações. Os "novos" ouvem os mais antigos e vice-versa. Os "velhos" tentam compensar o que a idade e o mundo não permitiram. "Hallelujah" à música dos tempos! Intergeracional e despreconceituosa...
segunda-feira, 6 de julho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
CRONOS XXIX
"Saudade" (1991) - Etienne Daho
En ce mai de fous messages
J'ai un rendez-vous dans l'air
Inattendu et clair
Déjà je pars à ta découverte
Ville bonne et offerte
C'est l'attrait du danger
Qui me mène à ce lieu
C'est d'instinct
Qu'tu me cherches et approches
Je sens que c'est toi
C'est à l'aube que se ferment
Tes prunelles marina
Sous quel meridien se caresser
Dans mes bras te cacher
Dans ces ruelles fantômes
Ou sur cette terrasse
Où s'écrase un soleil
Tu m'enseignes
Le langage des yeux
Je reste sans voix
Les nuits au loin tu cherches l'ombre
Comment ris-tu avec les autres
Parfois aussi je m'abandonne
Mais au matin les dauphins se meurent
De saudade...
Où mène ce tourbillon
Cette valse d'avions
Aller au bout de toi et de moi
Vaincre la peur du vide
Les ruptures d'équilibre
Si tes larmes se mèlent
Aux pluies de novembre
Et que je dois en périr
Je sombrerai avec joie
De saudade...
En ce mai de fous messages
J'ai un rendez-vous dans l'air
Inattendu et clair
Déjà je pars à ta découverte
Ville bonne et offerte
C'est l'attrait du danger
Qui me mène à ce lieu
C'est d'instinct
Qu'tu me cherches et approches
Je sens que c'est toi
C'est à l'aube que se ferment
Tes prunelles marina
Sous quel meridien se caresser
Dans mes bras te cacher
Dans ces ruelles fantômes
Ou sur cette terrasse
Où s'écrase un soleil
Tu m'enseignes
Le langage des yeux
Je reste sans voix
Les nuits au loin tu cherches l'ombre
Comment ris-tu avec les autres
Parfois aussi je m'abandonne
Mais au matin les dauphins se meurent
De saudade...
Où mène ce tourbillon
Cette valse d'avions
Aller au bout de toi et de moi
Vaincre la peur du vide
Les ruptures d'équilibre
Si tes larmes se mèlent
Aux pluies de novembre
Et que je dois en périr
Je sombrerai avec joie
De saudade...
CRONOS XXIX
"Saudade" (1991) - Etienne Daho
En ce mai de fous messages
J'ai un rendez-vous dans l'air
Inattendu et clair
Déjà je pars à ta découverte
Ville bonne et offerte
C'est l'attrait du danger
Qui me mène à ce lieu
C'est d'instinct
Qu'tu me cherches et approches
Je sens que c'est toi
C'est à l'aube que se ferment
Tes prunelles marina
Sous quel meridien se caresser
Dans mes bras te cacher
Dans ces ruelles fantômes
Ou sur cette terrasse
Où s'écrase un soleil
Tu m'enseignes
Le langage des yeux
Je reste sans voix
Les nuits au loin tu cherches l'ombre
Comment ris-tu avec les autres
Parfois aussi je m'abandonne
Mais au matin les dauphins se meurent
De saudade...
Où mène ce tourbillon
Cette valse d'avions
Aller au bout de toi et de moi
Vaincre la peur du vide
Les ruptures d'équilibre
Si tes larmes se mèlent
Aux pluies de novembre
Et que je dois en périr
Je sombrerai avec joie
De saudade...
En ce mai de fous messages
J'ai un rendez-vous dans l'air
Inattendu et clair
Déjà je pars à ta découverte
Ville bonne et offerte
C'est l'attrait du danger
Qui me mène à ce lieu
C'est d'instinct
Qu'tu me cherches et approches
Je sens que c'est toi
C'est à l'aube que se ferment
Tes prunelles marina
Sous quel meridien se caresser
Dans mes bras te cacher
Dans ces ruelles fantômes
Ou sur cette terrasse
Où s'écrase un soleil
Tu m'enseignes
Le langage des yeux
Je reste sans voix
Les nuits au loin tu cherches l'ombre
Comment ris-tu avec les autres
Parfois aussi je m'abandonne
Mais au matin les dauphins se meurent
De saudade...
Où mène ce tourbillon
Cette valse d'avions
Aller au bout de toi et de moi
Vaincre la peur du vide
Les ruptures d'équilibre
Si tes larmes se mèlent
Aux pluies de novembre
Et que je dois en périr
Je sombrerai avec joie
De saudade...
domingo, 26 de outubro de 2008
CRONOS XXVIII
"And She Was" (1985) - Talking Heads
Deveria ter para aí uns 15 anos, andava eu com o meu Sony Walkman para todo o lado, por entre paragens de autocarro, a rebobinar e a rebobinar as irritantes (mas veneradas) fitas magnéticas da cassete, pois todo o prazer dependia do seu bom enrolanço! Não havia teclas de repeat (e o auto-reverse só veio mais tarde) e só duravam 30 minutos de cada lado (conseguem imaginar?!), outra ginástica rotineira de quem ouvia estes aparelhos caros. A fita gastava-se incessantemente com a utilização; quanto mais se ouvia, pior a qualidade de som que provinha da fita magnética. Isto numa cassete de Cromo, porque as de Metal só chegaram mais tarde (e eram muito mais caras), já com Dolby Sound, mas sem comparação com o som de hoje dos CD ou mesmo os Mini-Disc que lhes sucederam.
Tudo isto fica já muito longíquo, mas foi uma realidade para alguns jovens que, pode generalizar-se, mesmo para esses, suavam as estopinhas para possuirem um brinquedo destes. Provavelmente, ao nível de uma PS3 de hoje, com a diferença de que hoje pode encontrar-se uma Playstation em muitas casas de família 'economicamente pobres'. Outros tempos, outras expectativas. And she was.
Deveria ter para aí uns 15 anos, andava eu com o meu Sony Walkman para todo o lado, por entre paragens de autocarro, a rebobinar e a rebobinar as irritantes (mas veneradas) fitas magnéticas da cassete, pois todo o prazer dependia do seu bom enrolanço! Não havia teclas de repeat (e o auto-reverse só veio mais tarde) e só duravam 30 minutos de cada lado (conseguem imaginar?!), outra ginástica rotineira de quem ouvia estes aparelhos caros. A fita gastava-se incessantemente com a utilização; quanto mais se ouvia, pior a qualidade de som que provinha da fita magnética. Isto numa cassete de Cromo, porque as de Metal só chegaram mais tarde (e eram muito mais caras), já com Dolby Sound, mas sem comparação com o som de hoje dos CD ou mesmo os Mini-Disc que lhes sucederam.
Tudo isto fica já muito longíquo, mas foi uma realidade para alguns jovens que, pode generalizar-se, mesmo para esses, suavam as estopinhas para possuirem um brinquedo destes. Provavelmente, ao nível de uma PS3 de hoje, com a diferença de que hoje pode encontrar-se uma Playstation em muitas casas de família 'economicamente pobres'. Outros tempos, outras expectativas. And she was.
CRONOS XXVIII
"And She Was" (1985) - Talking Heads
Deveria ter para aí uns 15 anos, andava eu com o meu Sony Walkman para todo o lado, por entre paragens de autocarro, a rebobinar e a rebobinar as irritantes (mas veneradas) fitas magnéticas da cassete, pois todo o prazer dependia do seu bom enrolanço! Não havia teclas de repeat (e o auto-reverse só veio mais tarde) e só duravam 30 minutos de cada lado (conseguem imaginar?!), outra ginástica rotineira de quem ouvia estes aparelhos caros. A fita gastava-se incessantemente com a utilização; quanto mais se ouvia, pior a qualidade de som que provinha da fita magnética. Isto numa cassete de Cromo, porque as de Metal só chegaram mais tarde (e eram muito mais caras), já com Dolby Sound, mas sem comparação com o som de hoje dos CD ou mesmo os Mini-Disc que lhes sucederam.
Tudo isto fica já muito longíquo, mas foi uma realidade para alguns jovens que, pode generalizar-se, mesmo para esses, suavam as estopinhas para possuirem um brinquedo destes. Provavelmente, ao nível de uma PS3 de hoje, com a diferença de que hoje pode encontrar-se uma Playstation em muitas casas de família 'economicamente pobres'. Outros tempos, outras expectativas. And she was.
Deveria ter para aí uns 15 anos, andava eu com o meu Sony Walkman para todo o lado, por entre paragens de autocarro, a rebobinar e a rebobinar as irritantes (mas veneradas) fitas magnéticas da cassete, pois todo o prazer dependia do seu bom enrolanço! Não havia teclas de repeat (e o auto-reverse só veio mais tarde) e só duravam 30 minutos de cada lado (conseguem imaginar?!), outra ginástica rotineira de quem ouvia estes aparelhos caros. A fita gastava-se incessantemente com a utilização; quanto mais se ouvia, pior a qualidade de som que provinha da fita magnética. Isto numa cassete de Cromo, porque as de Metal só chegaram mais tarde (e eram muito mais caras), já com Dolby Sound, mas sem comparação com o som de hoje dos CD ou mesmo os Mini-Disc que lhes sucederam.
Tudo isto fica já muito longíquo, mas foi uma realidade para alguns jovens que, pode generalizar-se, mesmo para esses, suavam as estopinhas para possuirem um brinquedo destes. Provavelmente, ao nível de uma PS3 de hoje, com a diferença de que hoje pode encontrar-se uma Playstation em muitas casas de família 'economicamente pobres'. Outros tempos, outras expectativas. And she was.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
CRONOS XXVII
"Red Rain" (1986) - Peter Gabriel
Era das minhas favoritas de Peter Gabriel. Sendo os Genesis um dos meus grupos favoritos da altura (até à saída de Gabriel), facilmente entrei no mundo musical do Tio Gabriel (como era costume designá-lo no meu círculo de amigos). Esta canção transmite-me uma certa ideia de luta, de combate contra certas injustiças, intolerãncias, uma música como fonte de força e de inspiração para se estar acima da terra sem estar morto por dentro. Talvez a chuva vermelha seja a chuva dos deuses guerreiros. Talvez seja o grito desertor que desejamos dar sem nos envergonhar. Freud explicaria.
Era das minhas favoritas de Peter Gabriel. Sendo os Genesis um dos meus grupos favoritos da altura (até à saída de Gabriel), facilmente entrei no mundo musical do Tio Gabriel (como era costume designá-lo no meu círculo de amigos). Esta canção transmite-me uma certa ideia de luta, de combate contra certas injustiças, intolerãncias, uma música como fonte de força e de inspiração para se estar acima da terra sem estar morto por dentro. Talvez a chuva vermelha seja a chuva dos deuses guerreiros. Talvez seja o grito desertor que desejamos dar sem nos envergonhar. Freud explicaria.
CRONOS XXVII
"Red Rain" (1986) - Peter Gabriel
Era das minhas favoritas de Peter Gabriel. Sendo os Genesis um dos meus grupos favoritos da altura (até à saída de Gabriel), facilmente entrei no mundo musical do Tio Gabriel (como era costume designá-lo no meu círculo de amigos). Esta canção transmite-me uma certa ideia de luta, de combate contra certas injustiças, intolerãncias, uma música como fonte de força e de inspiração para se estar acima da terra sem estar morto por dentro. Talvez a chuva vermelha seja a chuva dos deuses guerreiros. Talvez seja o grito desertor que desejamos dar sem nos envergonhar. Freud explicaria.
Era das minhas favoritas de Peter Gabriel. Sendo os Genesis um dos meus grupos favoritos da altura (até à saída de Gabriel), facilmente entrei no mundo musical do Tio Gabriel (como era costume designá-lo no meu círculo de amigos). Esta canção transmite-me uma certa ideia de luta, de combate contra certas injustiças, intolerãncias, uma música como fonte de força e de inspiração para se estar acima da terra sem estar morto por dentro. Talvez a chuva vermelha seja a chuva dos deuses guerreiros. Talvez seja o grito desertor que desejamos dar sem nos envergonhar. Freud explicaria.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
CRONOS XXVI
"Lanterna dos Afogados" (1989) - Os Paralamas do Sucesso
É daquelas músicas melodiosas e quase melodramáticas, tal como o acidente de Herbert Vianna (o líder e vocalista dos Paralamas que ficou em cadeira de rodas em resultado de um acidente, num ultraleve, em Angra dos Reis, onde morreu a mulher que o acompanhava no voo, em 2001). Mas é uma das músicas da minha juventude e, atrevo-me mesmo a dizer, da minha geração. Recordar é viver, seja por que meio for.
Adenda:
É daquelas músicas melodiosas e quase melodramáticas, tal como o acidente de Herbert Vianna (o líder e vocalista dos Paralamas que ficou em cadeira de rodas em resultado de um acidente, num ultraleve, em Angra dos Reis, onde morreu a mulher que o acompanhava no voo, em 2001). Mas é uma das músicas da minha juventude e, atrevo-me mesmo a dizer, da minha geração. Recordar é viver, seja por que meio for.
Adenda:
CRONOS XXVI
"Lanterna dos Afogados" (1989) - Os Paralamas do Sucesso
É daquelas músicas melodiosas e quase melodramáticas, tal como o acidente de Herbert Vianna (o líder e vocalista dos Paralamas que ficou em cadeira de rodas em resultado de um acidente, num ultraleve, em Angra dos Reis, onde morreu a mulher que o acompanhava no voo, em 2001). Mas é uma das músicas da minha juventude e, atrevo-me mesmo a dizer, da minha geração. Recordar é viver, seja por que meio for.
Adenda:
É daquelas músicas melodiosas e quase melodramáticas, tal como o acidente de Herbert Vianna (o líder e vocalista dos Paralamas que ficou em cadeira de rodas em resultado de um acidente, num ultraleve, em Angra dos Reis, onde morreu a mulher que o acompanhava no voo, em 2001). Mas é uma das músicas da minha juventude e, atrevo-me mesmo a dizer, da minha geração. Recordar é viver, seja por que meio for.
Adenda:
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
CRONOS XXV
"Lean On Me" - Red Box (1985)
A idade não pede perdão...
A idade não pede perdão...
CRONOS XXV
"Lean On Me" - Red Box (1985)
A idade não pede perdão...
A idade não pede perdão...
domingo, 25 de maio de 2008
CRONOS XXIV
"Where the streets have no name" - (1987) U2
Um hino da minha geração. E pensar que Brian Eno, produtor de The Joshua Tree, tentou apagá-la do álbum. A música é um hino à igualdade e à liberdade, até na sua história, pois corresponde à defesa de Bono de que as pessoas não deveriam ser identificadas, por credo ou classe social, dependendo da rua onde viviam. A rua era a metáfora de todas as desigualdades de oportunidades. Hoje, em Portugal, como vem comprovado no último relatório europeu sobre a situação social da UE, pode substituir-se a palavra "ruas" por "governos".
Um hino da minha geração. E pensar que Brian Eno, produtor de The Joshua Tree, tentou apagá-la do álbum. A música é um hino à igualdade e à liberdade, até na sua história, pois corresponde à defesa de Bono de que as pessoas não deveriam ser identificadas, por credo ou classe social, dependendo da rua onde viviam. A rua era a metáfora de todas as desigualdades de oportunidades. Hoje, em Portugal, como vem comprovado no último relatório europeu sobre a situação social da UE, pode substituir-se a palavra "ruas" por "governos".
CRONOS XXIV
"Where the streets have no name" - (1987) U2
Um hino da minha geração. E pensar que Brian Eno, produtor de The Joshua Tree, tentou apagá-la do álbum. A música é um hino à igualdade e à liberdade, até na sua história, pois corresponde à defesa de Bono de que as pessoas não deveriam ser identificadas, por credo ou classe social, dependendo da rua onde viviam. A rua era a metáfora de todas as desigualdades de oportunidades. Hoje, em Portugal, como vem comprovado no último relatório europeu sobre a situação social da UE, pode substituir-se a palavra "ruas" por "governos".
Um hino da minha geração. E pensar que Brian Eno, produtor de The Joshua Tree, tentou apagá-la do álbum. A música é um hino à igualdade e à liberdade, até na sua história, pois corresponde à defesa de Bono de que as pessoas não deveriam ser identificadas, por credo ou classe social, dependendo da rua onde viviam. A rua era a metáfora de todas as desigualdades de oportunidades. Hoje, em Portugal, como vem comprovado no último relatório europeu sobre a situação social da UE, pode substituir-se a palavra "ruas" por "governos".
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