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domingo, 7 de março de 2010

Grécia na Finlândia

Parece que os cidadãos da liberal e moderna Islândia são como os gregos:
Cá como lá há quem queira que seja o cidadão a pagar os devaneios dos Hayeks e dos Friedmans da vida.
Cá como lá espero que os mandemos para as respectivas mãezinhas.
Pena que cá já lhes tenhamos pago o BPN...

Grécia na Finlândia

Parece que os cidadãos da liberal e moderna Islândia são como os gregos:
Cá como lá há quem queira que seja o cidadão a pagar os devaneios dos Hayeks e dos Friedmans da vida.
Cá como lá espero que os mandemos para as respectivas mãezinhas.
Pena que cá já lhes tenhamos pago o BPN...

domingo, 31 de janeiro de 2010

O país de sonho dos liberais

Para um liberal, um país de sonho é aquele em que:
  1. O Estado não existe ou está reduzido à insignificância;
  2. Os mais aptos acedem mais facilmente aos bens económicos;
  3. O preço dos bens económicos resultam - de forma pura - da oferta e da procura.
Esse país existe: é o Haiti.

O país de sonho dos liberais

Para um liberal, um país de sonho é aquele em que:
  1. O Estado não existe ou está reduzido à insignificância;
  2. Os mais aptos acedem mais facilmente aos bens económicos;
  3. O preço dos bens económicos resultam - de forma pura - da oferta e da procura.
Esse país existe: é o Haiti.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Faltam 10!

Um grupo de quase 30 economistas e engenheiros descobriu agora que urge repensar o investimento público. Muitos deles foram ministros, alguns mais que uma vez, e não faltam personagens do maior "empreiteiro" do Séc. XX, o primeiro ministro Aníbal Cavaco Silva.
Com uma rápida pesquisa na internet, é fácil descortinar as motivações profundas de muitos deles, porque são poucos os que nunca raparam um tacho no Estado, mesmo os mais "liberais"...
São na sua maioria pessoas que se aproveitaram ou directamente do Estado, ou da força que o Estado conferia a uma instituição ou a uma empresa.
São na sua maioria pessoas que tiveram poder em alturas em que o seu pensamento poderia fazer a diferença.
São na sua maioria pessoas que, pelas suas acções, retiveram Portugal num estágio de subdesenvolvimento quando havia condições para investir na formação das pessoas e em indústrias competitivas e com mercado.
São na sua maioria pessoas que dão a entender que o seu conhecimento é um tesouro que apenas em algumas ocasiões a plebe pode contemplar.
Quem ganha com esta tomada de posição contra compromissos internacionais que fazem qualquer investidor estrangeiro pensar duas vezes antes de se meter em Portugal?
O nosso Ali Baba e a sua estratégia de poder...

Faltam 10!

Um grupo de quase 30 economistas e engenheiros descobriu agora que urge repensar o investimento público. Muitos deles foram ministros, alguns mais que uma vez, e não faltam personagens do maior "empreiteiro" do Séc. XX, o primeiro ministro Aníbal Cavaco Silva.
Com uma rápida pesquisa na internet, é fácil descortinar as motivações profundas de muitos deles, porque são poucos os que nunca raparam um tacho no Estado, mesmo os mais "liberais"...
São na sua maioria pessoas que se aproveitaram ou directamente do Estado, ou da força que o Estado conferia a uma instituição ou a uma empresa.
São na sua maioria pessoas que tiveram poder em alturas em que o seu pensamento poderia fazer a diferença.
São na sua maioria pessoas que, pelas suas acções, retiveram Portugal num estágio de subdesenvolvimento quando havia condições para investir na formação das pessoas e em indústrias competitivas e com mercado.
São na sua maioria pessoas que dão a entender que o seu conhecimento é um tesouro que apenas em algumas ocasiões a plebe pode contemplar.
Quem ganha com esta tomada de posição contra compromissos internacionais que fazem qualquer investidor estrangeiro pensar duas vezes antes de se meter em Portugal?
O nosso Ali Baba e a sua estratégia de poder...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Se em vez do BPN e do B"P"P...

... fossem duas empresas têxteis, o empenho dos "economistas" do regime seria o mesmo? Ou a Teoria Económica só é válida para as PME?...

Se em vez do BPN e do B"P"P...

... fossem duas empresas têxteis, o empenho dos "economistas" do regime seria o mesmo? Ou a Teoria Económica só é válida para as PME?...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Contenção Salarial

Quer seja em tempo de crescimento, quer seja em tempo de estagnação ou recessão, a receita dos economistas é sempre a mesma: contenção salarial ("realismo salarial" nas palavras do pardo Vítor Constâncio).
Quer-se aumentar as exportações? Contenha-se os salários.
Quer-se aumentar a competitividade? Contenha-se os salários.
Quer-se enfrentar a crise? Contenha-se os salários.
É fácil ser economista: basta arriscar uns oráculos olhando as entranhas dos eventos económicos e sociais e... dizer - com um ar grave e sério - que é necessário conter os salários...

Contenção Salarial

Quer seja em tempo de crescimento, quer seja em tempo de estagnação ou recessão, a receita dos economistas é sempre a mesma: contenção salarial ("realismo salarial" nas palavras do pardo Vítor Constâncio).
Quer-se aumentar as exportações? Contenha-se os salários.
Quer-se aumentar a competitividade? Contenha-se os salários.
Quer-se enfrentar a crise? Contenha-se os salários.
É fácil ser economista: basta arriscar uns oráculos olhando as entranhas dos eventos económicos e sociais e... dizer - com um ar grave e sério - que é necessário conter os salários...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Os gurus

---
Há duas áreas onde abundam os gurus que cumulam dogmas escatológicos e quotidianos: a Economia e a Ecologia.
Na Economia, todos nos habituámos a ler os seus conselhos e as previsões sobre os mercados. Todos nos habituámos a ler os anátemas sobre as terríveis consequências sobre o mundo caso não se liberalizasse toda a Economia, ou caso não subscrevêssemos PPR, seguros de saúde ou produtos financeiros afins. Ou eles ou o caos.
Na Ecologia, todos nos habituámos a ler os seus conselhos e as previsões sobre o aquecimento global. Todos nos habituámos a ler os anátemas sobre as terríveis consequências sobre o mundo caso não se sobrepusesse a Ecologia sobre tudo e todos, caso não deixássemos de utilizar automóvel, de tomar banho todos os dias, ou de comer carne de vaca. Ou eles ou o caos.
A comunicação social dá-lhes voz: são os directos dos jornais económicos e os "minutos verdes". Nessas homilías diárias, os gurus da Economia e Ecologia dizem-nos como devemos viver. Com arrogância, porque quem não "engole" as suas verdades ou está de má fé (se o assunto for Economia é "socialista", se for Ecologia é "vendido aos interesses económicos") ou é ignorante e ainda não viu a luz.
Quando as suas previsões e/ou doutrinas encalham na realidade, logo tratam de maquilhar os factos com mais umas pazadas de doutrina:
Este ia ser o Verão mais quente da História, lembram-se? Não foi. Mas o Inverno, ui, vai ser rigorosíssimo, tudo por causa das alterações climáticas.
Esta era a era do crescimento económico sem fim (it's economy, stupid!), lembram-se? Não é. Mas o futuro, ui, vai ser lindo se conseguirmos agora viver uma geração no limiar da miséria, sem direitos no trabalho, tão descartáveis como um post-it.
Gurus? Quem precisa deles?

Os gurus

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Há duas áreas onde abundam os gurus que cumulam dogmas escatológicos e quotidianos: a Economia e a Ecologia.
Na Economia, todos nos habituámos a ler os seus conselhos e as previsões sobre os mercados. Todos nos habituámos a ler os anátemas sobre as terríveis consequências sobre o mundo caso não se liberalizasse toda a Economia, ou caso não subscrevêssemos PPR, seguros de saúde ou produtos financeiros afins. Ou eles ou o caos.
Na Ecologia, todos nos habituámos a ler os seus conselhos e as previsões sobre o aquecimento global. Todos nos habituámos a ler os anátemas sobre as terríveis consequências sobre o mundo caso não se sobrepusesse a Ecologia sobre tudo e todos, caso não deixássemos de utilizar automóvel, de tomar banho todos os dias, ou de comer carne de vaca. Ou eles ou o caos.
A comunicação social dá-lhes voz: são os directos dos jornais económicos e os "minutos verdes". Nessas homilías diárias, os gurus da Economia e Ecologia dizem-nos como devemos viver. Com arrogância, porque quem não "engole" as suas verdades ou está de má fé (se o assunto for Economia é "socialista", se for Ecologia é "vendido aos interesses económicos") ou é ignorante e ainda não viu a luz.
Quando as suas previsões e/ou doutrinas encalham na realidade, logo tratam de maquilhar os factos com mais umas pazadas de doutrina:
Este ia ser o Verão mais quente da História, lembram-se? Não foi. Mas o Inverno, ui, vai ser rigorosíssimo, tudo por causa das alterações climáticas.
Esta era a era do crescimento económico sem fim (it's economy, stupid!), lembram-se? Não é. Mas o futuro, ui, vai ser lindo se conseguirmos agora viver uma geração no limiar da miséria, sem direitos no trabalho, tão descartáveis como um post-it.
Gurus? Quem precisa deles?