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sábado, 26 de janeiro de 2008

Há concelhos e conselhos...

À espera do início da transmissão do jogo entre o Vitória e o Benfica, assisto ao Jornal Nacional da TVI.
Acabaram de passar uma reportagem sobre um exame de língua portuguesa, em que estrangeiros residentes e trabalhadores devem obter aprovação para renovação das respectivas licenças de permanência.
Ao mesmo tempo que passavam umas declarações do presidente do conselho executivo da escola onde decorria o tal exame, surgia uma legenda que dizia: "concelho executivo"...

Há concelhos e conselhos...

À espera do início da transmissão do jogo entre o Vitória e o Benfica, assisto ao Jornal Nacional da TVI.
Acabaram de passar uma reportagem sobre um exame de língua portuguesa, em que estrangeiros residentes e trabalhadores devem obter aprovação para renovação das respectivas licenças de permanência.
Ao mesmo tempo que passavam umas declarações do presidente do conselho executivo da escola onde decorria o tal exame, surgia uma legenda que dizia: "concelho executivo"...

domingo, 20 de janeiro de 2008

Ainda a barbárie

Concordo em absoluto que a língua é um ente vivo, e que a ortografia evolui.
Porém, uma coisa é evolução, por exemplo, através da introdução de novas palavras como "futebol", "andebol", "golo", "penálti", "equipa", "time", "líder", "dossiê", "sutiã", etc., etc.
Outra coisa, absolutamente diferente, é não saber escrever, o que assume particular gravidade quando se escreve para o "grande público".
As SMS criaram um monstro: a convicção que se pode "escrever" assim em qualquer situação. Isto aliado à moda de meter palavras em inglês em todas as frases (porque "é bem") dá causa a textos absolutamente indecifráveis, dando cabo do seu fundamento: comunicar.Apenas podemos comunicar entre nós com convenções. Se as convenções forem desrespeitadas... a comunicação torna-se impossível...
k axas Pdr? E o ppl?

Ainda a barbárie

Concordo em absoluto que a língua é um ente vivo, e que a ortografia evolui.
Porém, uma coisa é evolução, por exemplo, através da introdução de novas palavras como "futebol", "andebol", "golo", "penálti", "equipa", "time", "líder", "dossiê", "sutiã", etc., etc.
Outra coisa, absolutamente diferente, é não saber escrever, o que assume particular gravidade quando se escreve para o "grande público".
As SMS criaram um monstro: a convicção que se pode "escrever" assim em qualquer situação. Isto aliado à moda de meter palavras em inglês em todas as frases (porque "é bem") dá causa a textos absolutamente indecifráveis, dando cabo do seu fundamento: comunicar.Apenas podemos comunicar entre nós com convenções. Se as convenções forem desrespeitadas... a comunicação torna-se impossível...
k axas Pdr? E o ppl?

“A barbárie”.., ou nem tanto

Ao terminar de escrever o seguinte comentário a este post do NSS, decidi eleva-lo a essa mesma condição.

Num tempo onde tudo se simplifica e minimiza seria anacrónico não compreender que o mesmo também se passará, mais tarde ou mais cedo, com a língua falada e escrita. Não sei se são boas ou más as mudanças que vão acontecendo. Sei, sim, que a pressão é enorme e que os conservadores que defendem a imutabilidade da língua (como se a língua fosse uma coisa morta, sem tempo nem espaço para respirar o “ar dos tempos”) vão ter um enorme trabalho pela frente.
Ke fike bm claro q. eu tb. Aki me sinto 1 konservador, apesar de ainda não estar totalmente satisfeito com o que sei da língua portuguesa e os erros continuarem a ser embaraçosos – com a diferença que não escrevo ou edito livros infanto-juvenis. Mas isso – o erro, como diz o outro, é um privilégio dos activos.

“A barbárie”.., ou nem tanto

Ao terminar de escrever o seguinte comentário a este post do NSS, decidi eleva-lo a essa mesma condição.

Num tempo onde tudo se simplifica e minimiza seria anacrónico não compreender que o mesmo também se passará, mais tarde ou mais cedo, com a língua falada e escrita. Não sei se são boas ou más as mudanças que vão acontecendo. Sei, sim, que a pressão é enorme e que os conservadores que defendem a imutabilidade da língua (como se a língua fosse uma coisa morta, sem tempo nem espaço para respirar o “ar dos tempos”) vão ter um enorme trabalho pela frente.
Ke fike bm claro q. eu tb. Aki me sinto 1 konservador, apesar de ainda não estar totalmente satisfeito com o que sei da língua portuguesa e os erros continuarem a ser embaraçosos – com a diferença que não escrevo ou edito livros infanto-juvenis. Mas isso – o erro, como diz o outro, é um privilégio dos activos.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

A barbárie

Há cada vez menos portugueses a saber falar português. Desde "sãije" em vez de "seja", passando "tãije" em vez de "esteja" e terminando no "Ljboa" em vez de "Lisboa" e "Pertgal" em vez de "Portugal" (como repararam, nem sequer referi os clássicos "há-des" e "fostes"). Por isso defendo a sanção de quem, escrevendo para o público infantil com intuito comercial (seja através de publicidade, seja através de livros), comete erros ortográficos, para mais nesta época em que o "linguajar" dos sms coloniza rapidamente o espaço escrito.
Vem isto a propósito de um artigo do Público em que se refere um levantamento de gralhas, uso irregular dos artigos definidos, pontuação insuficiente ou abuso dos pronomes possessivos encontrados junto de 22 livros para a infância e juventude das principais editoras portuguesas.

Aqui fica um triste exemplo:

A barbárie

Há cada vez menos portugueses a saber falar português. Desde "sãije" em vez de "seja", passando "tãije" em vez de "esteja" e terminando no "Ljboa" em vez de "Lisboa" e "Pertgal" em vez de "Portugal" (como repararam, nem sequer referi os clássicos "há-des" e "fostes"). Por isso defendo a sanção de quem, escrevendo para o público infantil com intuito comercial (seja através de publicidade, seja através de livros), comete erros ortográficos, para mais nesta época em que o "linguajar" dos sms coloniza rapidamente o espaço escrito.
Vem isto a propósito de um artigo do Público em que se refere um levantamento de gralhas, uso irregular dos artigos definidos, pontuação insuficiente ou abuso dos pronomes possessivos encontrados junto de 22 livros para a infância e juventude das principais editoras portuguesas.

Aqui fica um triste exemplo:

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

ArcádiaQuiz (XII)

Na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, as reuniões do conselho científico decorrem em:
  1. mirandês;
  2. letão
  3. inglês.
Fonte: crónica de Jorge Miranda de hoje, no Público

ArcádiaQuiz (XII)

Na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, as reuniões do conselho científico decorrem em:
  1. mirandês;
  2. letão
  3. inglês.
Fonte: crónica de Jorge Miranda de hoje, no Público

ArcádiaQuiz (XI)

Mariano Gago propôs que a língua oficial dos mestrados em Portugal passe a ser o:
  1. swahili;
  2. basco;
  3. o inglês.
Fonte: crónica de Jorge Miranda de hoje, no Público.

ArcádiaQuiz (XI)

Mariano Gago propôs que a língua oficial dos mestrados em Portugal passe a ser o:
  1. swahili;
  2. basco;
  3. o inglês.
Fonte: crónica de Jorge Miranda de hoje, no Público.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Proibindo o gerúndio

Acabo de saber que o Distrito Federal proibiu a utilização do gerúndio, por reputá-lo de potenciador de ineficiência.
Qual será a resposta dos pobres burocratas de Brasília?
Cumprirão a regra ou ficarão andando e cagando?...

Proibindo o gerúndio

Acabo de saber que o Distrito Federal proibiu a utilização do gerúndio, por reputá-lo de potenciador de ineficiência.
Qual será a resposta dos pobres burocratas de Brasília?
Cumprirão a regra ou ficarão andando e cagando?...

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Da língua

Quem me conhece sabe que eu sou um tipo tolerante, com algumas intolerâncias pontuais. Sou intolerante quanto à língua e à grámatica e não suporto erros ortográficos.
Assim, subscrevo a crónica de hoje de Vasco Pulido Valente, no Público:
"Palavras soltas"
01.06.2007, Vasco Pulido Valente
No exame de Português do 9.º ano, os critérios de avaliação permitem que um aluno possa ter dois pontos (em cinco) com "muitas insuficiências" de natureza "ortográfica, lexical, morfológica" e "sintáctica". Ou seja, em última análise, permite que um aluno entre no secundário sem saber escrever. Basta que responda com "palavras soltas", se der uma ideia que percebeu a pergunta e sugerir vagamente a resposta. (...)
Toda a gente conhece as mil e uma razões por que as crianças não sabem escrever. Pior do que isso, excepto um ou outro e-mail ou SMS, as crianças não precisam de escrever. Se o Estado suprimisse a disciplina de Português (e já agora o Latim, o Grego, a História e a Filosofia), nem a sociedade, nem o PIB sofriam muito. Suponho mesmo que não sofriam nada. Para a espécie de homem, e de mulher, que por aí crescentemente circula, as "palavras soltas" chegam e sobram. (...) Os critérios de avaliação do exame do nosso 9.º ano não passam de um sintoma de uma realidade maior e mais triste: o lento "regresso" do Ocidente a uma nova espécie de barbárie. Nunca se gastou tanto dinheiro em "cultura" e nunca a cultura foi tão universalmente desprezada. A classe média, que desde o século XV foi a sua portadora (e criadora) por excelência, está reduzida a viajar com a penetração de um boi (rico) que olha para um palácio. A linguagem pública (religiosa, política, jornalística, musical, literária, cinematográfica, universitária) empobrece dia a dia. A conversa, como arte, morreu, porque as pessoas não têm que dizer e muito pouco interesse em ouvir. O Estado anda a educar as nossas queridas criancinhas para este mundo. Que outra coisa seria de esperar?

Da língua

Quem me conhece sabe que eu sou um tipo tolerante, com algumas intolerâncias pontuais. Sou intolerante quanto à língua e à grámatica e não suporto erros ortográficos.
Assim, subscrevo a crónica de hoje de Vasco Pulido Valente, no Público:
"Palavras soltas"
01.06.2007, Vasco Pulido Valente
No exame de Português do 9.º ano, os critérios de avaliação permitem que um aluno possa ter dois pontos (em cinco) com "muitas insuficiências" de natureza "ortográfica, lexical, morfológica" e "sintáctica". Ou seja, em última análise, permite que um aluno entre no secundário sem saber escrever. Basta que responda com "palavras soltas", se der uma ideia que percebeu a pergunta e sugerir vagamente a resposta. (...)
Toda a gente conhece as mil e uma razões por que as crianças não sabem escrever. Pior do que isso, excepto um ou outro e-mail ou SMS, as crianças não precisam de escrever. Se o Estado suprimisse a disciplina de Português (e já agora o Latim, o Grego, a História e a Filosofia), nem a sociedade, nem o PIB sofriam muito. Suponho mesmo que não sofriam nada. Para a espécie de homem, e de mulher, que por aí crescentemente circula, as "palavras soltas" chegam e sobram. (...) Os critérios de avaliação do exame do nosso 9.º ano não passam de um sintoma de uma realidade maior e mais triste: o lento "regresso" do Ocidente a uma nova espécie de barbárie. Nunca se gastou tanto dinheiro em "cultura" e nunca a cultura foi tão universalmente desprezada. A classe média, que desde o século XV foi a sua portadora (e criadora) por excelência, está reduzida a viajar com a penetração de um boi (rico) que olha para um palácio. A linguagem pública (religiosa, política, jornalística, musical, literária, cinematográfica, universitária) empobrece dia a dia. A conversa, como arte, morreu, porque as pessoas não têm que dizer e muito pouco interesse em ouvir. O Estado anda a educar as nossas queridas criancinhas para este mundo. Que outra coisa seria de esperar?