Os media insistem em morder o isco; a populaça, essa, não só morde como morre.
Em Espanha diz-se que foi tonelada e meia, a quantidade de explosivos encontrada na casa de Óbidos – já agora, bonito local, são terroristas de bom gosto. Em Portugal, não. Não foi tonelada e meia mas sim cerca de metade.
O Governo de lá diz uma coisa o de cá outra e ambos dizem que afinal quiseram dizer a mesma coisa.
No meio de tamanho circo mediático apenas uma voz – começa a ser comum – teve coragem para afastar o cenário infernal: Associação dos Investigadores da PJ recusa ideia de «fábrica de bombas». Faz bem, muito bem, a Policia Judiciária em afastar-se de tanta paranóica palhaçada junta.
Neste como noutros assuntos da actualidade, a verdade ameaça cada vez mais ser tudo aquilo de que não se fala.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
ETA em Portugal (II)
ETA em Portugal (II)
Os media insistem em morder o isco; a populaça, essa, não só morde como morre.
Em Espanha diz-se que foi tonelada e meia, a quantidade de explosivos encontrada na casa de Óbidos – já agora, bonito local, são terroristas de bom gosto. Em Portugal, não. Não foi tonelada e meia mas sim cerca de metade.
O Governo de lá diz uma coisa o de cá outra e ambos dizem que afinal quiseram dizer a mesma coisa.
No meio de tamanho circo mediático apenas uma voz – começa a ser comum – teve coragem para afastar o cenário infernal: Associação dos Investigadores da PJ recusa ideia de «fábrica de bombas». Faz bem, muito bem, a Policia Judiciária em afastar-se de tanta paranóica palhaçada junta.
Neste como noutros assuntos da actualidade, a verdade ameaça cada vez mais ser tudo aquilo de que não se fala.
Em Espanha diz-se que foi tonelada e meia, a quantidade de explosivos encontrada na casa de Óbidos – já agora, bonito local, são terroristas de bom gosto. Em Portugal, não. Não foi tonelada e meia mas sim cerca de metade.
O Governo de lá diz uma coisa o de cá outra e ambos dizem que afinal quiseram dizer a mesma coisa.
No meio de tamanho circo mediático apenas uma voz – começa a ser comum – teve coragem para afastar o cenário infernal: Associação dos Investigadores da PJ recusa ideia de «fábrica de bombas». Faz bem, muito bem, a Policia Judiciária em afastar-se de tanta paranóica palhaçada junta.
Neste como noutros assuntos da actualidade, a verdade ameaça cada vez mais ser tudo aquilo de que não se fala.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Testas de ferro
Esta foi a a semana dos testas-de-ferro: depois dos projectos de engenharia de Sócrates que, segundo Público, assinou projectos de outros engenheiros que o não podiam fazer por se tratar de obras a ser por si fiscalizadas no âmbito de funções em câmaras municipais, eis que vem uma espécie de confissão:
Também no Público, José Miguel Júdice (o tal que chamou "gordo" a Marinho Pinto, enquanto argumento de retórica) diz que não só não concorreu ao concurso pelo qual o "Eleven" nasceu, como foi um amigo do filho que o aproximou do vencedor desse concurso, tendo depois Júdice "arranjado" duas mãos cheias de sócios para o negócio.
Ora, ressalvados os aspectos formais, há aqui três questões que merecem ter resposta:
Como é que o vencedor do concurso pôde ganhá-lo se imediatamente após se mostrou incapaz de prosseguir o negócio por falta de capacidade financeira?
Algum (ou alguns) dos sócios do Eleven estaria impedido de concorrer por algum impedimento legal?
Algum (ou alguns) dos sócios do Eleven tinha ligações (pessoais, profissionais ou políticas) a quem pudesse decidir do mérito do concurso?
Também no Público, José Miguel Júdice (o tal que chamou "gordo" a Marinho Pinto, enquanto argumento de retórica) diz que não só não concorreu ao concurso pelo qual o "Eleven" nasceu, como foi um amigo do filho que o aproximou do vencedor desse concurso, tendo depois Júdice "arranjado" duas mãos cheias de sócios para o negócio.
Ora, ressalvados os aspectos formais, há aqui três questões que merecem ter resposta:
Como é que o vencedor do concurso pôde ganhá-lo se imediatamente após se mostrou incapaz de prosseguir o negócio por falta de capacidade financeira?
Algum (ou alguns) dos sócios do Eleven estaria impedido de concorrer por algum impedimento legal?
Algum (ou alguns) dos sócios do Eleven tinha ligações (pessoais, profissionais ou políticas) a quem pudesse decidir do mérito do concurso?
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isto é bom mas não é para todos,
só à bomba
Testas de ferro
Esta foi a a semana dos testas-de-ferro: depois dos projectos de engenharia de Sócrates que, segundo Público, assinou projectos de outros engenheiros que o não podiam fazer por se tratar de obras a ser por si fiscalizadas no âmbito de funções em câmaras municipais, eis que vem uma espécie de confissão:
Também no Público, José Miguel Júdice (o tal que chamou "gordo" a Marinho Pinto, enquanto argumento de retórica) diz que não só não concorreu ao concurso pelo qual o "Eleven" nasceu, como foi um amigo do filho que o aproximou do vencedor desse concurso, tendo depois Júdice "arranjado" duas mãos cheias de sócios para o negócio.
Ora, ressalvados os aspectos formais, há aqui três questões que merecem ter resposta:
Como é que o vencedor do concurso pôde ganhá-lo se imediatamente após se mostrou incapaz de prosseguir o negócio por falta de capacidade financeira?
Algum (ou alguns) dos sócios do Eleven estaria impedido de concorrer por algum impedimento legal?
Algum (ou alguns) dos sócios do Eleven tinha ligações (pessoais, profissionais ou políticas) a quem pudesse decidir do mérito do concurso?
Também no Público, José Miguel Júdice (o tal que chamou "gordo" a Marinho Pinto, enquanto argumento de retórica) diz que não só não concorreu ao concurso pelo qual o "Eleven" nasceu, como foi um amigo do filho que o aproximou do vencedor desse concurso, tendo depois Júdice "arranjado" duas mãos cheias de sócios para o negócio.
Ora, ressalvados os aspectos formais, há aqui três questões que merecem ter resposta:
Como é que o vencedor do concurso pôde ganhá-lo se imediatamente após se mostrou incapaz de prosseguir o negócio por falta de capacidade financeira?
Algum (ou alguns) dos sócios do Eleven estaria impedido de concorrer por algum impedimento legal?
Algum (ou alguns) dos sócios do Eleven tinha ligações (pessoais, profissionais ou políticas) a quem pudesse decidir do mérito do concurso?
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isto é bom mas não é para todos,
só à bomba
Minuto Verde
Nas manhãs informativas da RTP (Canal 1 da televisão e Antena 1), a Quercus apresenta um programa de um minuto, que se chama "Minuto Verde" em que, teoricamente, se "ensina" um conjunto de práticas que favorecem tanto o meio ambiente como a carteira do consumidor.
No início (nos primeiros 10 ou 15 programas), aquilo ainda tinha algumas ideias interessantes, mas com o passar do tempo - e com a falta de ideias que dêem suporte a este financiamento público da Quercus - esse programa assume cada vez mais uma índole religiosa, indicando os comportamentos individuais "adequados" para cada momento da vida.
Ontem de manhã o "Minuto Verde" aconselhava quem pretende casar a optar por locais onde sirva cozinha vegetariana, por forma a incluir um prato vegeteriano na ementa da boda, uma vez que o consumo de carne será prejudicial ao meio ambiente.Julgo que a Quercus passou das marcas. Não se limitando a dicas úteis sobre poupança amiga do ambiente, já entrou na esfera da liberdade pessoal que pretende assim limitar.
Urge por isso acabar com os "Minutos Verdes": se querem propagandear a vossa religião, que o façam às vossas custas!
Aqui fica o "áudio" do programa... e já sabem: não comam nem carne nem bacalhau!!!
Aqui fica o "áudio" do programa... e já sabem: não comam nem carne nem bacalhau!!!
Minuto Verde
Nas manhãs informativas da RTP (Canal 1 da televisão e Antena 1), a Quercus apresenta um programa de um minuto, que se chama "Minuto Verde" em que, teoricamente, se "ensina" um conjunto de práticas que favorecem tanto o meio ambiente como a carteira do consumidor.
No início (nos primeiros 10 ou 15 programas), aquilo ainda tinha algumas ideias interessantes, mas com o passar do tempo - e com a falta de ideias que dêem suporte a este financiamento público da Quercus - esse programa assume cada vez mais uma índole religiosa, indicando os comportamentos individuais "adequados" para cada momento da vida.
Ontem de manhã o "Minuto Verde" aconselhava quem pretende casar a optar por locais onde sirva cozinha vegetariana, por forma a incluir um prato vegeteriano na ementa da boda, uma vez que o consumo de carne será prejudicial ao meio ambiente.Julgo que a Quercus passou das marcas. Não se limitando a dicas úteis sobre poupança amiga do ambiente, já entrou na esfera da liberdade pessoal que pretende assim limitar.
Urge por isso acabar com os "Minutos Verdes": se querem propagandear a vossa religião, que o façam às vossas custas!
Aqui fica o "áudio" do programa... e já sabem: não comam nem carne nem bacalhau!!!
Aqui fica o "áudio" do programa... e já sabem: não comam nem carne nem bacalhau!!!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
chamam-lhe incentivo
O melhor resumo da "máfia" dos transplantes é o feito pelo 31 da Armada:
Pode ser que agora comece a despertar o interesse jornalístico sobre situações idênticas.
Por exemplo, sabiam que os pilotos e assistentes de bordo da TAP recebem um salário (para estarem físicamente nos aviões) e mais uns trocos de cada vez que o avião levanta vôo (para trabalharem enquanto lá estão)?...
chamam-lhe incentivo
O melhor resumo da "máfia" dos transplantes é o feito pelo 31 da Armada:
Pode ser que agora comece a despertar o interesse jornalístico sobre situações idênticas.
Por exemplo, sabiam que os pilotos e assistentes de bordo da TAP recebem um salário (para estarem físicamente nos aviões) e mais uns trocos de cada vez que o avião levanta vôo (para trabalharem enquanto lá estão)?...
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
O saque II
Toda a gente via que isto estava a chegar...
O saque II
Toda a gente via que isto estava a chegar...
O saque I
O restaurante "Eleven" paga 500 euros por mês pela concessão num dos espaços mais caros da cidade de Lisboa.
José Miguel Júdice, bastonário de má memória para os advogados de bem, justifica-se com o facto de ter sido ele a construir o contentor a que chama de restaurante, e que no fim da concessão aquilo revertará para o município.
Mas alguém acredita que haverá um fim da concessão?
Mas alguém acredita que haverá um fim da concessão?
Alguém acredita que a concessão não vai ser renovada?
vista do Eleven sobre Lisboa
O saque I
O restaurante "Eleven" paga 500 euros por mês pela concessão num dos espaços mais caros da cidade de Lisboa.
José Miguel Júdice, bastonário de má memória para os advogados de bem, justifica-se com o facto de ter sido ele a construir o contentor a que chama de restaurante, e que no fim da concessão aquilo revertará para o município.
Mas alguém acredita que haverá um fim da concessão?
Mas alguém acredita que haverá um fim da concessão?
Alguém acredita que a concessão não vai ser renovada?
vista do Eleven sobre Lisboa
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