sábado, 30 de agosto de 2008
Não mais vestirás o Manto Sagrado
Não mais vestirás o Manto Sagrado
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Portugal dos pequeninos
[…sobre os comentários a este post]
Rica Izzolda (bons olhos a leiam…) e caro Zé. Os meus amigos que me desculpem mas não posso concordar convosco.
A pequenez é ontológica a Portugal e endémica aos portugueses. Da geografia à política, da economia às relações externas, das artes ao desporto, salvo honrosas excepções – que não passam disso mesmo, excepções - somos (sempre fomos e sempre seremos) muito pequenos. Não reconhece-lo é fazer como a avestruz, metendo a cabeça na areia. Não falar sobre o problema é fazer como aqueles esquizofrénicos que se recusam a aceitar que estão doentes.
De facto, Izzolda, dizer (apenas) todos os dias que somos pequeninos não nos fará crescer nem um milímetro que seja. Mas o primeiro passo para a cura (ou pelo menos para uma tentativa de) poderá estar na aceitação da doença. E o que me preocupa (sinceramente) é que diariamente vejo cada vez mais portugueses e portuguesas com a mania das grandezas e a acreditarem em “amanhas que cantam”. Este país e este povo não têm solução. E o que não tem solução, solucionado está!
Rica Izzolda (bons olhos a leiam…) e caro Zé. Os meus amigos que me desculpem mas não posso concordar convosco. A pequenez é ontológica a Portugal e endémica aos portugueses. Da geografia à política, da economia às relações externas, das artes ao desporto, salvo honrosas excepções – que não passam disso mesmo, excepções - somos (sempre fomos e sempre seremos) muito pequenos. Não reconhece-lo é fazer como a avestruz, metendo a cabeça na areia. Não falar sobre o problema é fazer como aqueles esquizofrénicos que se recusam a aceitar que estão doentes.
De facto, Izzolda, dizer (apenas) todos os dias que somos pequeninos não nos fará crescer nem um milímetro que seja. Mas o primeiro passo para a cura (ou pelo menos para uma tentativa de) poderá estar na aceitação da doença. E o que me preocupa (sinceramente) é que diariamente vejo cada vez mais portugueses e portuguesas com a mania das grandezas e a acreditarem em “amanhas que cantam”. Este país e este povo não têm solução. E o que não tem solução, solucionado está!
Portugal dos pequeninos
[…sobre os comentários a este post]
Rica Izzolda (bons olhos a leiam…) e caro Zé. Os meus amigos que me desculpem mas não posso concordar convosco.
A pequenez é ontológica a Portugal e endémica aos portugueses. Da geografia à política, da economia às relações externas, das artes ao desporto, salvo honrosas excepções – que não passam disso mesmo, excepções - somos (sempre fomos e sempre seremos) muito pequenos. Não reconhece-lo é fazer como a avestruz, metendo a cabeça na areia. Não falar sobre o problema é fazer como aqueles esquizofrénicos que se recusam a aceitar que estão doentes.
De facto, Izzolda, dizer (apenas) todos os dias que somos pequeninos não nos fará crescer nem um milímetro que seja. Mas o primeiro passo para a cura (ou pelo menos para uma tentativa de) poderá estar na aceitação da doença. E o que me preocupa (sinceramente) é que diariamente vejo cada vez mais portugueses e portuguesas com a mania das grandezas e a acreditarem em “amanhas que cantam”. Este país e este povo não têm solução. E o que não tem solução, solucionado está!
Rica Izzolda (bons olhos a leiam…) e caro Zé. Os meus amigos que me desculpem mas não posso concordar convosco. A pequenez é ontológica a Portugal e endémica aos portugueses. Da geografia à política, da economia às relações externas, das artes ao desporto, salvo honrosas excepções – que não passam disso mesmo, excepções - somos (sempre fomos e sempre seremos) muito pequenos. Não reconhece-lo é fazer como a avestruz, metendo a cabeça na areia. Não falar sobre o problema é fazer como aqueles esquizofrénicos que se recusam a aceitar que estão doentes.
De facto, Izzolda, dizer (apenas) todos os dias que somos pequeninos não nos fará crescer nem um milímetro que seja. Mas o primeiro passo para a cura (ou pelo menos para uma tentativa de) poderá estar na aceitação da doença. E o que me preocupa (sinceramente) é que diariamente vejo cada vez mais portugueses e portuguesas com a mania das grandezas e a acreditarem em “amanhas que cantam”. Este país e este povo não têm solução. E o que não tem solução, solucionado está!
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Merda pelos ares...
Aconteceu na Suiça, no jardim de um Museu de Berna, onde estava exposta a obra "Complex S(expletive..)", do artista norte-americano Paul McCarthy, tendo provocado algum caos, visto que partes da Merda terem chegado a partir vidros de uma escola de infância a 200 metros de distância.
Por falar na Arte da Merda, não pensem que é original. Leiam e vejam só o sucesso:
«Artist's Shit 1961
Merda d'artista
Piero Manzoni 1933-1963
In May 1961, while he was living in Milan, Piero Manzoni produced ninety cans of Artist's Shit. Each was numbered on the lid 001 to 090. Tate's work is number 004. A label on each can, printed in Italian, English, French and German, identified the contents as '"Artist's Shit", contents 30gr net freshly preserved, produced and tinned in May 1961.' In December 1961 Manzoni wrote in a letter to the artist Ben Vautier: 'I should like all artists to sell their fingerprints, or else stage competitions to see who can draw the longest line or sell their shit in tins. The fingerprint is the only sign of the personality that can be accepted: if collectors want something intimate, really personal to the artist, there's the artist's own shit, that is really his.' (Letter reprinted in Battino and Palazzoli p.144.)
It is not known exactly how many cans of Artist's Shit were sold within Manzoni's lifetime, but a receipt dated 23 August 1962 certifies that Manzoni sold one to Alberto Lùcia for 30 grams of 18-carat gold (reproduced in Battino and Palazzoli p.154). Manzoni's decision to value his excrement on a par with the price of gold made clear reference to the tradition of the artist as alchemist already forged by Marcel Duchamp and Yves Klein among others. As the artist and critic Jon Thompson has written:
Manzoni's critical and metaphorical reification of the artist's body, its processes and products, pointed the way towards an understanding of the persona of the artist and the product of the artist's body as a consumable object. The Merda d'artista, the artist's shit, dried naturally and canned 'with no added preservatives', was the perfect metaphor for the bodied and disembodied nature of artistic labour: the work of art as fully incorporated raw material, and its violent expulsion as commodity. Manzoni understood the creative act as part of the cycle of consumption: as a constant reprocessing, packaging, marketing, consuming, reprocessing, packaging, ad infinitum. (Piero Manzoni, 1998, p.45)
Artist's Shit was made at a time when Manzoni was producing a variety of works involving the fetishisation and commodification of his own body substances. These included marking eggs with his thumbprints before eating them, and selling balloons filled with his own breath (see Tate T07589). Of these works, the cans of Artist's Shit have become the most notorious, in part because of a lingering uncertainty about whether they do indeed contain Manzoni's faeces. At times when Manzoni's reputation has seen the market value of these works increase, such uncertainties have imbued them with an additional level of irony.»
Merda pelos ares...
Aconteceu na Suiça, no jardim de um Museu de Berna, onde estava exposta a obra "Complex S(expletive..)", do artista norte-americano Paul McCarthy, tendo provocado algum caos, visto que partes da Merda terem chegado a partir vidros de uma escola de infância a 200 metros de distância.
Por falar na Arte da Merda, não pensem que é original. Leiam e vejam só o sucesso:
«Artist's Shit 1961
Merda d'artista
Piero Manzoni 1933-1963
In May 1961, while he was living in Milan, Piero Manzoni produced ninety cans of Artist's Shit. Each was numbered on the lid 001 to 090. Tate's work is number 004. A label on each can, printed in Italian, English, French and German, identified the contents as '"Artist's Shit", contents 30gr net freshly preserved, produced and tinned in May 1961.' In December 1961 Manzoni wrote in a letter to the artist Ben Vautier: 'I should like all artists to sell their fingerprints, or else stage competitions to see who can draw the longest line or sell their shit in tins. The fingerprint is the only sign of the personality that can be accepted: if collectors want something intimate, really personal to the artist, there's the artist's own shit, that is really his.' (Letter reprinted in Battino and Palazzoli p.144.)
It is not known exactly how many cans of Artist's Shit were sold within Manzoni's lifetime, but a receipt dated 23 August 1962 certifies that Manzoni sold one to Alberto Lùcia for 30 grams of 18-carat gold (reproduced in Battino and Palazzoli p.154). Manzoni's decision to value his excrement on a par with the price of gold made clear reference to the tradition of the artist as alchemist already forged by Marcel Duchamp and Yves Klein among others. As the artist and critic Jon Thompson has written:
Manzoni's critical and metaphorical reification of the artist's body, its processes and products, pointed the way towards an understanding of the persona of the artist and the product of the artist's body as a consumable object. The Merda d'artista, the artist's shit, dried naturally and canned 'with no added preservatives', was the perfect metaphor for the bodied and disembodied nature of artistic labour: the work of art as fully incorporated raw material, and its violent expulsion as commodity. Manzoni understood the creative act as part of the cycle of consumption: as a constant reprocessing, packaging, marketing, consuming, reprocessing, packaging, ad infinitum. (Piero Manzoni, 1998, p.45)
Artist's Shit was made at a time when Manzoni was producing a variety of works involving the fetishisation and commodification of his own body substances. These included marking eggs with his thumbprints before eating them, and selling balloons filled with his own breath (see Tate T07589). Of these works, the cans of Artist's Shit have become the most notorious, in part because of a lingering uncertainty about whether they do indeed contain Manzoni's faeces. At times when Manzoni's reputation has seen the market value of these works increase, such uncertainties have imbued them with an additional level of irony.»
O bloco Party não pára
A nova música dos Bloc Party é no mínimo desconcertante. Não tanto a música em si, mas sim o binómio que ela perfaz com o seu videoclip. Num registo vagamente surrealista, a banda britânica revisita as teorias da conspiração da moda e parece desejar dominar o mundo. Primeiro estranha-se, depois entranha-se, aquele que será de certeza um dos videoclips do ano.
Bloc Party - "Mercury"
Bloc Party - "Mercury"
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you tube killed video stars
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