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terça-feira, 16 de março de 2010

Campo Contra Campo (CXLVII)

Precious, ****
The Hurt Locker – Estado de Guerra, *****


O que é que “Precious” tem a ver com “The Hurt Locker”?
Felizmente, a premonição que aqui deixei quanto à corrida aos Óscares (link) estava redondamente enganada. A edição deste ano foi particularmente feliz na atribuição de algumas das cobiçadas estatuetas douradas.
Foi o caso dos prémios para Melhor Actriz Secundária e Melhor Argumento Adaptado arrebatados pelo brutal “Precious”, um filme que nos conduz pelos labirintos – sempre insondáveis – dos limites da natureza humana.

Num cenário perfeitamente antagónico, é também esse o território que percorre o monumental “The Hurt Locker” (“Estado de Guerra” na versão portuguesa – ou mais uma tradução que merecia ver os seus autores a voarem em pedacinhos pelos céus de Bagdade…) vencedor, entre outros, dos prémios para Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Argumento Original e, last but not least, Melhor Montagem.

Subjectivamente aprecio bastante estes ensaios ontológicos sobre o bicho homem. Objectivamente, beijados pela "serpente" independente, ambos os filmes surgem como dois valentes murros no estômago do infeliz e desamparado espectador. E a longa distancia que medeia Nova Iorque de Bagdade acaba por ser a mesma a que estes dois filmes deixam o irrelevante Avatar (pelo menos na versão 2D).
A Academia ainda sabe distinguir o bom cinema.

Campo Contra Campo (CXLVII)

Precious, ****
The Hurt Locker – Estado de Guerra, *****


O que é que “Precious” tem a ver com “The Hurt Locker”?
Felizmente, a premonição que aqui deixei quanto à corrida aos Óscares (link) estava redondamente enganada. A edição deste ano foi particularmente feliz na atribuição de algumas das cobiçadas estatuetas douradas.
Foi o caso dos prémios para Melhor Actriz Secundária e Melhor Argumento Adaptado arrebatados pelo brutal “Precious”, um filme que nos conduz pelos labirintos – sempre insondáveis – dos limites da natureza humana.

Num cenário perfeitamente antagónico, é também esse o território que percorre o monumental “The Hurt Locker” (“Estado de Guerra” na versão portuguesa – ou mais uma tradução que merecia ver os seus autores a voarem em pedacinhos pelos céus de Bagdade…) vencedor, entre outros, dos prémios para Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Argumento Original e, last but not least, Melhor Montagem.

Subjectivamente aprecio bastante estes ensaios ontológicos sobre o bicho homem. Objectivamente, beijados pela "serpente" independente, ambos os filmes surgem como dois valentes murros no estômago do infeliz e desamparado espectador. E a longa distancia que medeia Nova Iorque de Bagdade acaba por ser a mesma a que estes dois filmes deixam o irrelevante Avatar (pelo menos na versão 2D).
A Academia ainda sabe distinguir o bom cinema.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (VII)

O momento da noite até agora: o medley coreografado pelo aussie Baz Luhrmann. Dificilmente veremos melhor. Emissão especial encerrada, as contas fazem-se mais tarde.

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (VII)

O momento da noite até agora: o medley coreografado pelo aussie Baz Luhrmann. Dificilmente veremos melhor. Emissão especial encerrada, as contas fazem-se mais tarde.

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (VI)

Um começo vagamente idiota, alguma surpresa nas primeiras estatuetas, as lágrimas de sempre, a perfeição do espectáculo. São os Óscares e estão em forma.

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (VI)

Um começo vagamente idiota, alguma surpresa nas primeiras estatuetas, as lágrimas de sempre, a perfeição do espectáculo. São os Óscares e estão em forma.

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (V)

Fotos da red carpet aqui (link).

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (V)

Fotos da red carpet aqui (link).

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (IV)

É incrível a quantidade de meios que “transmitem” os Óscares: televisão por cabo, webTV, jornais, foruns, blogues, twitter…, a dificuldade não é aceder à informação mas sim escolher e filtrar a informação.

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (IV)

É incrível a quantidade de meios que “transmitem” os Óscares: televisão por cabo, webTV, jornais, foruns, blogues, twitter…, a dificuldade não é aceder à informação mas sim escolher e filtrar a informação.

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (III)

O momento alto na red carpet: os miudos de Slumdog; ainda há quem diga mal da globalização!

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (III)

O momento alto na red carpet: os miudos de Slumdog; ainda há quem diga mal da globalização!

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (II)

Para ouvir aqui (link) os nomeados para melhor BSO.

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (II)

Para ouvir aqui (link) os nomeados para melhor BSO.

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (I)

A malta do Público aplaude unanimemente Milk (link) e acha que devia ser esse o grande triunfador da madrugada de hoje. Porquê? Os argumentos estão lá e provam que os seus autores nada sabem de cinema (mas de filmes entendem um pouco). São ignorantes, mas são sinceros.

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (I)

A malta do Público aplaude unanimemente Milk (link) e acha que devia ser esse o grande triunfador da madrugada de hoje. Porquê? Os argumentos estão lá e provam que os seus autores nada sabem de cinema (mas de filmes entendem um pouco). São ignorantes, mas são sinceros.

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (0)

E para número zero desta rubrica que não se sabe onde acabará nem sequer se chegará a começar, fiquem com as melhores primeiras páginas do dia segundo Sena Santos (link).

Eu também quero brincar aos Especiais Noite dos Óscares 2009 (0)

E para número zero desta rubrica que não se sabe onde acabará nem sequer se chegará a começar, fiquem com as melhores primeiras páginas do dia segundo Sena Santos (link).

Campo Contra Campo (CXXIX)

Ouvi na sexta-feira passada, Rui Portulez na manhã da Oxigénio e durante a hora Ípsilon, sair-se com esta para Vasco Câmara, jornalista e critico de cinema do Público: “mas agora toda a gente decidiu dizer mal dos críticos?”. Câmara calou-se, nada disse. Porquê tal questão? Porquê tal silêncio?
Também tenho andado de candeias as avessas com os críticos, em especial com os do Público, mas tem-me faltado tempo para construir textos minimamente sustentados sobre os muitos filmes que tenho visto. De uma forma geral, a critica de cinema em Portugal, em especial durante esta denominada "temporada de Óscares", tem andado pelas ruas da amargura. Será má vontade, incompetência, estupidez, ignorância, sacanice ou pura má fé? Ou será tudo isto e mais alguma coisa mais?
O que descubro agora é que este não é apenas um dilema meu, mas sim de muitos outros que como eu amam a sétima arte e detestam-na vê-la mal tratada por pessoas sem coração, sem alma, sem nada.

Sem prejuízo de voltar ao tema deixo no entanto aqui as palavras do Jorge Assunção (link) – mais um excelente reforço para o já de si extraordinário Delito de Opinião – com as quais me identifico totalmente: Ficando pelo meu caso pessoal, de que me serve a existência de quatro críticos no Público se raramente estou em acordo com qualquer um deles? Numa das suas principais funções, que é a de recomendação de filmes, são inúteis. E, digo-o absolutamente convicto de ter razão, são tão inúteis para mim como o são para a maior parte dos leitores do jornal que frequentam o cinema. Dito isto, longe de mim querer mudar a opinião dos actuais críticos, mas gostava muito de influenciar a escolha do jornal na próxima vez que decidir contratar um.

Uma última nota: O Ípsilon (link) vai seguir de perto a madrugada de hoje. O Delito de Opinião (link) também. Eu já sei qual vou escolher.

Campo Contra Campo (CXXIX)

Ouvi na sexta-feira passada, Rui Portulez na manhã da Oxigénio e durante a hora Ípsilon, sair-se com esta para Vasco Câmara, jornalista e critico de cinema do Público: “mas agora toda a gente decidiu dizer mal dos críticos?”. Câmara calou-se, nada disse. Porquê tal questão? Porquê tal silêncio?
Também tenho andado de candeias as avessas com os críticos, em especial com os do Público, mas tem-me faltado tempo para construir textos minimamente sustentados sobre os muitos filmes que tenho visto. De uma forma geral, a critica de cinema em Portugal, em especial durante esta denominada "temporada de Óscares", tem andado pelas ruas da amargura. Será má vontade, incompetência, estupidez, ignorância, sacanice ou pura má fé? Ou será tudo isto e mais alguma coisa mais?
O que descubro agora é que este não é apenas um dilema meu, mas sim de muitos outros que como eu amam a sétima arte e detestam-na vê-la mal tratada por pessoas sem coração, sem alma, sem nada.

Sem prejuízo de voltar ao tema deixo no entanto aqui as palavras do Jorge Assunção (link) – mais um excelente reforço para o já de si extraordinário Delito de Opinião – com as quais me identifico totalmente: Ficando pelo meu caso pessoal, de que me serve a existência de quatro críticos no Público se raramente estou em acordo com qualquer um deles? Numa das suas principais funções, que é a de recomendação de filmes, são inúteis. E, digo-o absolutamente convicto de ter razão, são tão inúteis para mim como o são para a maior parte dos leitores do jornal que frequentam o cinema. Dito isto, longe de mim querer mudar a opinião dos actuais críticos, mas gostava muito de influenciar a escolha do jornal na próxima vez que decidir contratar um.

Uma última nota: O Ípsilon (link) vai seguir de perto a madrugada de hoje. O Delito de Opinião (link) também. Eu já sei qual vou escolher.