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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Tomem cuidado

Hoje fui e fiz. E vi.

Já não ia à Costa da Caparica surfar há algum tempo. Hoje voltei e encontrei o habitual cenário deprimente.
Não falo das obras do malfadado Polis ou da habitual sujidade de ruas, dunas e praias. Não falo da tragédia humana – aqui (link) brilhantemente documentada – que por aquelas bandas explodiu. Não falo sequer do arranque da época balnear ter sido feito sem vigilância em algumas praias da Caparica (link).

Falo de algo invisível ao olho nú do comum cidadão mas bem patente ao olhar apurado do filosurfer (filosurfista poderia conduzir a interpretações erradas).

A milionária alimentação artificial de areia nas praias da Caparica, levada a cabo em 2008 e 2009, em pouco ajudou a defender a linha costeira, todavia criou um cenário verdadeiramente dantesco para o comum dos banhistas.
Não é por acaso, muito menos pelas razões aqui apontadas (link), que a próxima fase dos “enchimentos” foi suspensa. Sublinho: não é verdade, outra vez para que fique bem claro, não é verdade que não tenha havido perdas de areia durante o inverno rigoroso, e também não é verdade que tenha havido um acréscimo natural de areia. O INAG (link) está a mentir.

Como todos sabem, os primeiros dias de calor deste ano, ficaram marcados pelo sucessivo desaparecimento e morte de incautos banhistas nas águas ds Caparica.
Com o cenário infernal de fundões, agueiros e correntes traiçoeiras que o INAG provocou na Costa da Caparica, temo, infelizmente, que a tragédia venha a repetir-se durante todo o verão. Aliás, hoje, na água, entre malta que frequenta aqueles mares diariamente seja Dezembro ou Agosto, era esse o tema central de conversa.

Como tal, já sabem os familiares dos desgraçados para onde devem enviar (pelo menos em parte) as despesas do funeral: INAG (link).

[este post foi escrito na passada quarta-feira, por motivos vários só hoje aqui chegou; ontem, quinta-feira, assisti incrédulo a vários salvamentos feitos por populares; até eu, quase sem querer, me vi envolvido num salvamento. Deus e os destemidos protejam os incautos, pois o Estado há muito se demitiu das elementares funções para que foi criado.]

Tomem cuidado

Hoje fui e fiz. E vi.

Já não ia à Costa da Caparica surfar há algum tempo. Hoje voltei e encontrei o habitual cenário deprimente.
Não falo das obras do malfadado Polis ou da habitual sujidade de ruas, dunas e praias. Não falo da tragédia humana – aqui (link) brilhantemente documentada – que por aquelas bandas explodiu. Não falo sequer do arranque da época balnear ter sido feito sem vigilância em algumas praias da Caparica (link).

Falo de algo invisível ao olho nú do comum cidadão mas bem patente ao olhar apurado do filosurfer (filosurfista poderia conduzir a interpretações erradas).

A milionária alimentação artificial de areia nas praias da Caparica, levada a cabo em 2008 e 2009, em pouco ajudou a defender a linha costeira, todavia criou um cenário verdadeiramente dantesco para o comum dos banhistas.
Não é por acaso, muito menos pelas razões aqui apontadas (link), que a próxima fase dos “enchimentos” foi suspensa. Sublinho: não é verdade, outra vez para que fique bem claro, não é verdade que não tenha havido perdas de areia durante o inverno rigoroso, e também não é verdade que tenha havido um acréscimo natural de areia. O INAG (link) está a mentir.

Como todos sabem, os primeiros dias de calor deste ano, ficaram marcados pelo sucessivo desaparecimento e morte de incautos banhistas nas águas ds Caparica.
Com o cenário infernal de fundões, agueiros e correntes traiçoeiras que o INAG provocou na Costa da Caparica, temo, infelizmente, que a tragédia venha a repetir-se durante todo o verão. Aliás, hoje, na água, entre malta que frequenta aqueles mares diariamente seja Dezembro ou Agosto, era esse o tema central de conversa.

Como tal, já sabem os familiares dos desgraçados para onde devem enviar (pelo menos em parte) as despesas do funeral: INAG (link).

[este post foi escrito na passada quarta-feira, por motivos vários só hoje aqui chegou; ontem, quinta-feira, assisti incrédulo a vários salvamentos feitos por populares; até eu, quase sem querer, me vi envolvido num salvamento. Deus e os destemidos protejam os incautos, pois o Estado há muito se demitiu das elementares funções para que foi criado.]

terça-feira, 28 de julho de 2009

Obrigado amiguinhos do Estado

A partir da próxima semana começam a ser depositados mais um milhão de metros cúbicos de areia nas praias da Costa de Caparica e de São João da Caparica. Esta será a terceira fase do enchimento das praias da Costa. Para o ano haverá uma quarta. A notícia do Público não refere mas o custo total da “brincadeira” ascenderá a vinte e dois milhões de euros (eu repito: 22.000.000 €).
Entretanto o Programa Polis da Caparica orgulha-se (via cartazes espalhados pelas imediações) de ter conseguido fazer um jardim e duas dúzias de apoios (abarracados) de praia. Esquecem-se, claro, de referir que tais patéticas obras demoraram pelo menos oito (8!?) anos a efectuar tendo ajudado a destruir o pouco que restava da duna na vila, estando esta agora reduzida a um horroroso monte de entulho.

Quem frequenta todo o ano a Costa da Caparica sabe bem (não precisando para tal de ter qualquer formação em engenharia ou ordenamento do território) que os enchimentos – do enchimento do ano passado restava nesta primavera cerca de 20 a 30 por cento da areia – e as obras do Polis são pura e simples destruição de dinheiro e, bem pior do que isso, destruição desse bem público inestimável que se chama Costa (Costa, costa e não apenas Costa da Caparica).
Já o disse e repito as vezes que forem necessárias: todo o espaço que medeia entre o mar e a falésia pertence ao primeiro; e será por ele reclamado mais tarde ou mais cedo. A nós humanos idiotas só resta uma coisa, despovoar.

Enquanto isso, gente inteligente como os caçadores de ondas, vão rindo e gozando; divertindo-se durante meses com os parques de diversão, caríssimos é certo, que anualmente nos oferecem. Obrigado amiguinhos.

Obrigado amiguinhos do Estado

A partir da próxima semana começam a ser depositados mais um milhão de metros cúbicos de areia nas praias da Costa de Caparica e de São João da Caparica. Esta será a terceira fase do enchimento das praias da Costa. Para o ano haverá uma quarta. A notícia do Público não refere mas o custo total da “brincadeira” ascenderá a vinte e dois milhões de euros (eu repito: 22.000.000 €).
Entretanto o Programa Polis da Caparica orgulha-se (via cartazes espalhados pelas imediações) de ter conseguido fazer um jardim e duas dúzias de apoios (abarracados) de praia. Esquecem-se, claro, de referir que tais patéticas obras demoraram pelo menos oito (8!?) anos a efectuar tendo ajudado a destruir o pouco que restava da duna na vila, estando esta agora reduzida a um horroroso monte de entulho.

Quem frequenta todo o ano a Costa da Caparica sabe bem (não precisando para tal de ter qualquer formação em engenharia ou ordenamento do território) que os enchimentos – do enchimento do ano passado restava nesta primavera cerca de 20 a 30 por cento da areia – e as obras do Polis são pura e simples destruição de dinheiro e, bem pior do que isso, destruição desse bem público inestimável que se chama Costa (Costa, costa e não apenas Costa da Caparica).
Já o disse e repito as vezes que forem necessárias: todo o espaço que medeia entre o mar e a falésia pertence ao primeiro; e será por ele reclamado mais tarde ou mais cedo. A nós humanos idiotas só resta uma coisa, despovoar.

Enquanto isso, gente inteligente como os caçadores de ondas, vão rindo e gozando; divertindo-se durante meses com os parques de diversão, caríssimos é certo, que anualmente nos oferecem. Obrigado amiguinhos.

terça-feira, 11 de março de 2008

SOS Caparica

Enquanto os homens brincam a natureza trabalha.
O Benfica é que interessa e os professores fazem falta à Nação, não é? Desta vez as televisões e demais tablóides da comunicação social estavam a dormir. Entretanto..., a ira de Neptuno despejou mais um pouco da sua bílis, e o cenário de guerra, como muito bem aponta a Rita, voltou à Costa da Caparica.
Enquanto as autoridades continuarem a carregar baldinhos de areia para a praia e a construir barracas de comes e bebes à beira mar, a tragédia da nossa Costa não terá fim. Cabe ainda recordar que as patéticas obras que estão a ser feitas na Costa há anos ao abrigo do programa Polis – só tem uma noção da bestialidade quem frequenta aquelas praias todo o ano – tem a sua origem na época em que o actual Primeiro-ministro tinha responsabilidades ambientais nos governos Guterres.
Como diz a Rita, alguém tem de fazer alguma coisa.

SOS Caparica

Enquanto os homens brincam a natureza trabalha.
O Benfica é que interessa e os professores fazem falta à Nação, não é? Desta vez as televisões e demais tablóides da comunicação social estavam a dormir. Entretanto..., a ira de Neptuno despejou mais um pouco da sua bílis, e o cenário de guerra, como muito bem aponta a Rita, voltou à Costa da Caparica.
Enquanto as autoridades continuarem a carregar baldinhos de areia para a praia e a construir barracas de comes e bebes à beira mar, a tragédia da nossa Costa não terá fim. Cabe ainda recordar que as patéticas obras que estão a ser feitas na Costa há anos ao abrigo do programa Polis – só tem uma noção da bestialidade quem frequenta aquelas praias todo o ano – tem a sua origem na época em que o actual Primeiro-ministro tinha responsabilidades ambientais nos governos Guterres.
Como diz a Rita, alguém tem de fazer alguma coisa.

terça-feira, 20 de março de 2007

Há Liberdade (LX)

Surfar de escavadora é que é para homens!
(foto dos trabalhos de reparação do dique que protege o mar dos campistas da Caparica)

Há Liberdade (LX)

Surfar de escavadora é que é para homens!
(foto dos trabalhos de reparação do dique que protege o mar dos campistas da Caparica)