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sábado, 3 de abril de 2010
E agora, algo completamente diferente
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
A frase
Certa casta de políticos tem a esperança de que acasalando paneleiros eles dêem à luz não panelas mas tachos
autor desconhecido
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Certa casta de políticos tem a esperança de que acasalando paneleiros eles dêem à luz não panelas mas tachos
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sábado, 10 de outubro de 2009
Escutas em Belém: cá está a prova que faltava
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Escutas em Belém: cá está a prova que faltava
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domingo, 25 de janeiro de 2009
CUIDADO - ao que isto chegou: burlas no Continente
Cuidado, não te aconteça como a mim. Aviso-te de uma burla que estão a fazer por estes dias e na qual está a cair bastante gente. Fazem-na no parque de estacionamento do Continente.
O truque funciona assim: duas miúdas muito giras, entre os 18 e os 20 anos, aproximam-se do carro enquanto guardas as tuas compras no porta-bagagens. Começam então a limpar-te o pára-brisas com esponjas deixado sair dissimuladamente um peito das suas camisas apertadas.
Quando, no final, para agradecer, tentas dar-lhes uma gorjeta, elas recusam e pedem em troca que as leves ao Aki. Se aceitas, entram-te no carro e sentam-se nos bancos traseiros. Enquanto conduzes, começam entre elas a fazer jogos lésbicos. Quando chegas ao parque do Aki uma delas, fazendo-se de agradecida, entra para o banco da frente e faz-te um brutal sexo oral, enquanto a outra, sem que te dês conta, rouba-te o pão e os iogurtes.
Com este esquema engenhoso, já me roubaram as compras na sexta-feira passada, no sábado, no domingo, 2 vezes na segunda-feira, esta manhã e
muito provavelmente também amanhã à tarde...
O truque funciona assim: duas miúdas muito giras, entre os 18 e os 20 anos, aproximam-se do carro enquanto guardas as tuas compras no porta-bagagens. Começam então a limpar-te o pára-brisas com esponjas deixado sair dissimuladamente um peito das suas camisas apertadas.
Quando, no final, para agradecer, tentas dar-lhes uma gorjeta, elas recusam e pedem em troca que as leves ao Aki. Se aceitas, entram-te no carro e sentam-se nos bancos traseiros. Enquanto conduzes, começam entre elas a fazer jogos lésbicos. Quando chegas ao parque do Aki uma delas, fazendo-se de agradecida, entra para o banco da frente e faz-te um brutal sexo oral, enquanto a outra, sem que te dês conta, rouba-te o pão e os iogurtes.
Com este esquema engenhoso, já me roubaram as compras na sexta-feira passada, no sábado, no domingo, 2 vezes na segunda-feira, esta manhã e
muito provavelmente também amanhã à tarde...
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dizem que rir é o melhor remédio
CUIDADO - ao que isto chegou: burlas no Continente
Cuidado, não te aconteça como a mim. Aviso-te de uma burla que estão a fazer por estes dias e na qual está a cair bastante gente. Fazem-na no parque de estacionamento do Continente.
O truque funciona assim: duas miúdas muito giras, entre os 18 e os 20 anos, aproximam-se do carro enquanto guardas as tuas compras no porta-bagagens. Começam então a limpar-te o pára-brisas com esponjas deixado sair dissimuladamente um peito das suas camisas apertadas.
Quando, no final, para agradecer, tentas dar-lhes uma gorjeta, elas recusam e pedem em troca que as leves ao Aki. Se aceitas, entram-te no carro e sentam-se nos bancos traseiros. Enquanto conduzes, começam entre elas a fazer jogos lésbicos. Quando chegas ao parque do Aki uma delas, fazendo-se de agradecida, entra para o banco da frente e faz-te um brutal sexo oral, enquanto a outra, sem que te dês conta, rouba-te o pão e os iogurtes.
Com este esquema engenhoso, já me roubaram as compras na sexta-feira passada, no sábado, no domingo, 2 vezes na segunda-feira, esta manhã e
muito provavelmente também amanhã à tarde...
O truque funciona assim: duas miúdas muito giras, entre os 18 e os 20 anos, aproximam-se do carro enquanto guardas as tuas compras no porta-bagagens. Começam então a limpar-te o pára-brisas com esponjas deixado sair dissimuladamente um peito das suas camisas apertadas.
Quando, no final, para agradecer, tentas dar-lhes uma gorjeta, elas recusam e pedem em troca que as leves ao Aki. Se aceitas, entram-te no carro e sentam-se nos bancos traseiros. Enquanto conduzes, começam entre elas a fazer jogos lésbicos. Quando chegas ao parque do Aki uma delas, fazendo-se de agradecida, entra para o banco da frente e faz-te um brutal sexo oral, enquanto a outra, sem que te dês conta, rouba-te o pão e os iogurtes.
Com este esquema engenhoso, já me roubaram as compras na sexta-feira passada, no sábado, no domingo, 2 vezes na segunda-feira, esta manhã e
muito provavelmente também amanhã à tarde...
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
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domingo, 18 de maio de 2008
O Arcádia feito pelos seus leitores
...ou ainda - e sempre, para sempre - Casablanca.
Do nosso amigo e leitor Gonçalo Macieira recebemos o seguinte comentário a este post:
Casablanca, envolto nas suas sombras e neblinas, opera uma rara magia em quem o vê – para além de imagem e som tem um sabor e um cheiro. Não são muitos os filmes que nos transportam tão completamente para outros lugares noutro tempo. A sua total encenação do real (quem não sentiu um arrepio quando soube que foi integralmente rodado num estúdio de Hollywood) cria uma ilusão tão envolvente que nos sentimos, mais do que meros espectadores, verdadeiros personagens em trânsito naquele universo. Não nos limitamos a ver o Rick’s Caffé, estamos lá, numa mesa a beber um copo ao lado de mulheres fatais, mais ou menos desesperadas, refugiados, nazis, polícias, mais ou menos corruptos, diplomatas e espiões. No fim, sentimos o frio da madrugada daquele aeroporto, e todos acabamos por partir para Lisboa com uma certa mágoa.
Quando estreou em Portugal foi retirado de cartaz após a estreia e reposto mais tarde, depois de passar pela censura, retirada que foi a cena em que a Marselhesa abafa o hino alemão (salvo erro era o hino alemão!). Conta-se que grande parte da assistência que assistiu à estreia, também, se levantou a entoar a Marselhesa.
Um grande abraço.
P.S - Já agora, deixo-te esta do recentemente falecido Pedro Bandeira Freire, do Quarteto, que é, de facto, uma expressão máxima de paixão pelo cinema - "Há bons filmes e maus filmes. Os bons são os melhores".
O Gonçalo é das poucas pessoas que tenho o prazer de conhecer que sabe ver cinema, sabe interpretar cinema e sabe saborear "o" cinema. Três razões mais dos que suficientes para escrever sobre cinema. E esta, como podem ler aqui, já não é a primeira vez que um comentário seu ascende à qualidade de post. Gonçalo, como por certo já te disseram varias vezes, esta casa arcadiana também é tua. Grande abraço.
Nota: na imagem Victor Laszlo (Paul Henreid) lidera "la resistance" na vitória da Marselhesa sobre o hino da Terceiro Reich no Rick’s Caffé. Como aponta o Gonçalo, talvez um dos momentos que mais catarse terá provocado na historia do cinema, com salas pejadas de gente livre a levantarem-se para entoarem o celebre hino gaulês. Longínquos tempos esses em que todos éramos franceses...
Do nosso amigo e leitor Gonçalo Macieira recebemos o seguinte comentário a este post:
Casablanca, envolto nas suas sombras e neblinas, opera uma rara magia em quem o vê – para além de imagem e som tem um sabor e um cheiro. Não são muitos os filmes que nos transportam tão completamente para outros lugares noutro tempo. A sua total encenação do real (quem não sentiu um arrepio quando soube que foi integralmente rodado num estúdio de Hollywood) cria uma ilusão tão envolvente que nos sentimos, mais do que meros espectadores, verdadeiros personagens em trânsito naquele universo. Não nos limitamos a ver o Rick’s Caffé, estamos lá, numa mesa a beber um copo ao lado de mulheres fatais, mais ou menos desesperadas, refugiados, nazis, polícias, mais ou menos corruptos, diplomatas e espiões. No fim, sentimos o frio da madrugada daquele aeroporto, e todos acabamos por partir para Lisboa com uma certa mágoa.Quando estreou em Portugal foi retirado de cartaz após a estreia e reposto mais tarde, depois de passar pela censura, retirada que foi a cena em que a Marselhesa abafa o hino alemão (salvo erro era o hino alemão!). Conta-se que grande parte da assistência que assistiu à estreia, também, se levantou a entoar a Marselhesa.
Um grande abraço.
P.S - Já agora, deixo-te esta do recentemente falecido Pedro Bandeira Freire, do Quarteto, que é, de facto, uma expressão máxima de paixão pelo cinema - "Há bons filmes e maus filmes. Os bons são os melhores".
O Gonçalo é das poucas pessoas que tenho o prazer de conhecer que sabe ver cinema, sabe interpretar cinema e sabe saborear "o" cinema. Três razões mais dos que suficientes para escrever sobre cinema. E esta, como podem ler aqui, já não é a primeira vez que um comentário seu ascende à qualidade de post. Gonçalo, como por certo já te disseram varias vezes, esta casa arcadiana também é tua. Grande abraço.
Nota: na imagem Victor Laszlo (Paul Henreid) lidera "la resistance" na vitória da Marselhesa sobre o hino da Terceiro Reich no Rick’s Caffé. Como aponta o Gonçalo, talvez um dos momentos que mais catarse terá provocado na historia do cinema, com salas pejadas de gente livre a levantarem-se para entoarem o celebre hino gaulês. Longínquos tempos esses em que todos éramos franceses...
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O Arcádia feito pelos seus leitores
...ou ainda - e sempre, para sempre - Casablanca.
Do nosso amigo e leitor Gonçalo Macieira recebemos o seguinte comentário a este post:
Casablanca, envolto nas suas sombras e neblinas, opera uma rara magia em quem o vê – para além de imagem e som tem um sabor e um cheiro. Não são muitos os filmes que nos transportam tão completamente para outros lugares noutro tempo. A sua total encenação do real (quem não sentiu um arrepio quando soube que foi integralmente rodado num estúdio de Hollywood) cria uma ilusão tão envolvente que nos sentimos, mais do que meros espectadores, verdadeiros personagens em trânsito naquele universo. Não nos limitamos a ver o Rick’s Caffé, estamos lá, numa mesa a beber um copo ao lado de mulheres fatais, mais ou menos desesperadas, refugiados, nazis, polícias, mais ou menos corruptos, diplomatas e espiões. No fim, sentimos o frio da madrugada daquele aeroporto, e todos acabamos por partir para Lisboa com uma certa mágoa.
Quando estreou em Portugal foi retirado de cartaz após a estreia e reposto mais tarde, depois de passar pela censura, retirada que foi a cena em que a Marselhesa abafa o hino alemão (salvo erro era o hino alemão!). Conta-se que grande parte da assistência que assistiu à estreia, também, se levantou a entoar a Marselhesa.
Um grande abraço.
P.S - Já agora, deixo-te esta do recentemente falecido Pedro Bandeira Freire, do Quarteto, que é, de facto, uma expressão máxima de paixão pelo cinema - "Há bons filmes e maus filmes. Os bons são os melhores".
O Gonçalo é das poucas pessoas que tenho o prazer de conhecer que sabe ver cinema, sabe interpretar cinema e sabe saborear "o" cinema. Três razões mais dos que suficientes para escrever sobre cinema. E esta, como podem ler aqui, já não é a primeira vez que um comentário seu ascende à qualidade de post. Gonçalo, como por certo já te disseram varias vezes, esta casa arcadiana também é tua. Grande abraço.
Nota: na imagem Victor Laszlo (Paul Henreid) lidera "la resistance" na vitória da Marselhesa sobre o hino da Terceiro Reich no Rick’s Caffé. Como aponta o Gonçalo, talvez um dos momentos que mais catarse terá provocado na historia do cinema, com salas pejadas de gente livre a levantarem-se para entoarem o celebre hino gaulês. Longínquos tempos esses em que todos éramos franceses...
Do nosso amigo e leitor Gonçalo Macieira recebemos o seguinte comentário a este post:
Casablanca, envolto nas suas sombras e neblinas, opera uma rara magia em quem o vê – para além de imagem e som tem um sabor e um cheiro. Não são muitos os filmes que nos transportam tão completamente para outros lugares noutro tempo. A sua total encenação do real (quem não sentiu um arrepio quando soube que foi integralmente rodado num estúdio de Hollywood) cria uma ilusão tão envolvente que nos sentimos, mais do que meros espectadores, verdadeiros personagens em trânsito naquele universo. Não nos limitamos a ver o Rick’s Caffé, estamos lá, numa mesa a beber um copo ao lado de mulheres fatais, mais ou menos desesperadas, refugiados, nazis, polícias, mais ou menos corruptos, diplomatas e espiões. No fim, sentimos o frio da madrugada daquele aeroporto, e todos acabamos por partir para Lisboa com uma certa mágoa.Quando estreou em Portugal foi retirado de cartaz após a estreia e reposto mais tarde, depois de passar pela censura, retirada que foi a cena em que a Marselhesa abafa o hino alemão (salvo erro era o hino alemão!). Conta-se que grande parte da assistência que assistiu à estreia, também, se levantou a entoar a Marselhesa.
Um grande abraço.
P.S - Já agora, deixo-te esta do recentemente falecido Pedro Bandeira Freire, do Quarteto, que é, de facto, uma expressão máxima de paixão pelo cinema - "Há bons filmes e maus filmes. Os bons são os melhores".
O Gonçalo é das poucas pessoas que tenho o prazer de conhecer que sabe ver cinema, sabe interpretar cinema e sabe saborear "o" cinema. Três razões mais dos que suficientes para escrever sobre cinema. E esta, como podem ler aqui, já não é a primeira vez que um comentário seu ascende à qualidade de post. Gonçalo, como por certo já te disseram varias vezes, esta casa arcadiana também é tua. Grande abraço.
Nota: na imagem Victor Laszlo (Paul Henreid) lidera "la resistance" na vitória da Marselhesa sobre o hino da Terceiro Reich no Rick’s Caffé. Como aponta o Gonçalo, talvez um dos momentos que mais catarse terá provocado na historia do cinema, com salas pejadas de gente livre a levantarem-se para entoarem o celebre hino gaulês. Longínquos tempos esses em que todos éramos franceses...
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quarta-feira, 18 de julho de 2007
Ainda o B.Leza
O nosso amigo e atento leitor Ricardo Mesquita deu demasiada importância a um comentário algo leviano escrito por mim aqui e decidiu enviar-me a seguinte mensagem via correio electrónico que desde já agradeço:
Pedro,
Quem leia o teu comentário no post do NCR sobre o B.Leza corre o risco de ser enganado ou ficar confuso. "De preferência com ar condicionado e sem bebidas maradas" é de uma infelicidade, diria grave.
De certeza absoluta que nunca bebeste uma bebida "marada" no B.Leza!
Não dá para escrever sem cuidado dando-se ao mal entendido, como neste caso. É o bom nome de boa gente que fica em causa.
Merece uma retratação.
Pois merece, sim senhor. Confesso, Ricardo, que das poucas vezes (três ou quatro) que fui ao B.Leza tinha jantado bem e bebido melhor. Por certo enganei-me. E o que bebi de "marado” nessas noites foi noutro sítio qualquer. De certezinha. Absoluta.
Agora numa coisa deves concordar comigo, caro Ricardo. O B.Leza ficaria muito mais belo e bem cheiroso com um ar condicionado a substituir aquelas vetustas e ineficazes ventoinhas. Ou não?
Actualização
O Ricardo não se deixou enganar por um aprendiz qualquer como eu e com um fair play digno de um cavalheiro (dos antigos) respondeu assim às minhas suaves provocações:
Pedro
Antes de mais muito obrigado pelo privilégio da “publicação” da mensagem que te enviei.
Li o teu comentário ao teu mail e, sem querer criar precedentes, não posso deixar de responder-te.
Antes de mais, não acho que tenha dado demasiada importância ao assunto. Pelo contrário. Chamei-te a atenção para a gravidade de uma afirmação que, muito leviana e irresponsavelmente, pôs em causa o bom nome de quem gere aquela casa que, como sabes, conheço bem, prezo muito e sei incapaz de proceder como, só posso admitir sem pensares, deste a entender.
Quando comecei a ler o teu comentário quase conclui que duma retratação se tratava. Mas, quando cheguei ao “De certezinha. Absoluta.” Desiludi-me com as dúvidas maiores que me cabisbaixaram. E, como compreenderás, uma retratação não podia dar-se a dúvidas, sob pena de para nada servir, senão para a eventual insistência, agora encapotada e certamente deliberada, na pura e ignóbil maledicência. Talvez o problema resida em mim e nas minhas profundas limitações. Mas que me assolou um cheirinho a ironia fétida, lá isso assolou. Eis um Pedro, que desconheço, incapaz de uma retratação pura e sem margens para dúvidas? Ainda não quero crer.
A irritação é grande, mas nem por isso suficiente para motivar, por si só, a também discordância quanto à maior beleza e aos melhores odores resultantes do evocado ar condicionado. Casas de música africana com ar condicionado, douradinhos brilhantes e chão de mármore a condizer imagino que haja muitas, mas nada têm a ver com o B.Leza, à excepção de um ou outro disco a rodar no prato. O B.Leza é assim: genuíno, como a vida e como nós, cheio de defeitos indispensáveis para tantas alminhas que, como eu, moribundam de saudades. Que volte aquele bafo quente! Que volte aquela gente, aqueles músicos! Que voltem de vez aquelas vetustas e ineficazes ventoinhas! Com o cabelo ao seu vento saborearás um copo que faço questão de te oferecer.
Posto isto resta-me enfiar a rabeca no saco e desejar que o B.Leza regresse rapidamente; pois não só faço questão de ser eu a oferecer-te esse copo, como insistirei em deixar a garrafa à tua disposição. Para que as nossas noites, Ricardo, sejam sempre melhores que os vossos dias.
Pedro,
Quem leia o teu comentário no post do NCR sobre o B.Leza corre o risco de ser enganado ou ficar confuso. "De preferência com ar condicionado e sem bebidas maradas" é de uma infelicidade, diria grave.
De certeza absoluta que nunca bebeste uma bebida "marada" no B.Leza!
Não dá para escrever sem cuidado dando-se ao mal entendido, como neste caso. É o bom nome de boa gente que fica em causa.
Merece uma retratação.
Pois merece, sim senhor. Confesso, Ricardo, que das poucas vezes (três ou quatro) que fui ao B.Leza tinha jantado bem e bebido melhor. Por certo enganei-me. E o que bebi de "marado” nessas noites foi noutro sítio qualquer. De certezinha. Absoluta.
Agora numa coisa deves concordar comigo, caro Ricardo. O B.Leza ficaria muito mais belo e bem cheiroso com um ar condicionado a substituir aquelas vetustas e ineficazes ventoinhas. Ou não?
Actualização
O Ricardo não se deixou enganar por um aprendiz qualquer como eu e com um fair play digno de um cavalheiro (dos antigos) respondeu assim às minhas suaves provocações:
Pedro
Antes de mais muito obrigado pelo privilégio da “publicação” da mensagem que te enviei.
Li o teu comentário ao teu mail e, sem querer criar precedentes, não posso deixar de responder-te.
Antes de mais, não acho que tenha dado demasiada importância ao assunto. Pelo contrário. Chamei-te a atenção para a gravidade de uma afirmação que, muito leviana e irresponsavelmente, pôs em causa o bom nome de quem gere aquela casa que, como sabes, conheço bem, prezo muito e sei incapaz de proceder como, só posso admitir sem pensares, deste a entender.
Quando comecei a ler o teu comentário quase conclui que duma retratação se tratava. Mas, quando cheguei ao “De certezinha. Absoluta.” Desiludi-me com as dúvidas maiores que me cabisbaixaram. E, como compreenderás, uma retratação não podia dar-se a dúvidas, sob pena de para nada servir, senão para a eventual insistência, agora encapotada e certamente deliberada, na pura e ignóbil maledicência. Talvez o problema resida em mim e nas minhas profundas limitações. Mas que me assolou um cheirinho a ironia fétida, lá isso assolou. Eis um Pedro, que desconheço, incapaz de uma retratação pura e sem margens para dúvidas? Ainda não quero crer.
A irritação é grande, mas nem por isso suficiente para motivar, por si só, a também discordância quanto à maior beleza e aos melhores odores resultantes do evocado ar condicionado. Casas de música africana com ar condicionado, douradinhos brilhantes e chão de mármore a condizer imagino que haja muitas, mas nada têm a ver com o B.Leza, à excepção de um ou outro disco a rodar no prato. O B.Leza é assim: genuíno, como a vida e como nós, cheio de defeitos indispensáveis para tantas alminhas que, como eu, moribundam de saudades. Que volte aquele bafo quente! Que volte aquela gente, aqueles músicos! Que voltem de vez aquelas vetustas e ineficazes ventoinhas! Com o cabelo ao seu vento saborearás um copo que faço questão de te oferecer.
Posto isto resta-me enfiar a rabeca no saco e desejar que o B.Leza regresse rapidamente; pois não só faço questão de ser eu a oferecer-te esse copo, como insistirei em deixar a garrafa à tua disposição. Para que as nossas noites, Ricardo, sejam sempre melhores que os vossos dias.
Ainda o B.Leza
O nosso amigo e atento leitor Ricardo Mesquita deu demasiada importância a um comentário algo leviano escrito por mim aqui e decidiu enviar-me a seguinte mensagem via correio electrónico que desde já agradeço:
Pedro,
Quem leia o teu comentário no post do NCR sobre o B.Leza corre o risco de ser enganado ou ficar confuso. "De preferência com ar condicionado e sem bebidas maradas" é de uma infelicidade, diria grave.
De certeza absoluta que nunca bebeste uma bebida "marada" no B.Leza!
Não dá para escrever sem cuidado dando-se ao mal entendido, como neste caso. É o bom nome de boa gente que fica em causa.
Merece uma retratação.
Pois merece, sim senhor. Confesso, Ricardo, que das poucas vezes (três ou quatro) que fui ao B.Leza tinha jantado bem e bebido melhor. Por certo enganei-me. E o que bebi de "marado” nessas noites foi noutro sítio qualquer. De certezinha. Absoluta.
Agora numa coisa deves concordar comigo, caro Ricardo. O B.Leza ficaria muito mais belo e bem cheiroso com um ar condicionado a substituir aquelas vetustas e ineficazes ventoinhas. Ou não?
Actualização
O Ricardo não se deixou enganar por um aprendiz qualquer como eu e com um fair play digno de um cavalheiro (dos antigos) respondeu assim às minhas suaves provocações:
Pedro
Antes de mais muito obrigado pelo privilégio da “publicação” da mensagem que te enviei.
Li o teu comentário ao teu mail e, sem querer criar precedentes, não posso deixar de responder-te.
Antes de mais, não acho que tenha dado demasiada importância ao assunto. Pelo contrário. Chamei-te a atenção para a gravidade de uma afirmação que, muito leviana e irresponsavelmente, pôs em causa o bom nome de quem gere aquela casa que, como sabes, conheço bem, prezo muito e sei incapaz de proceder como, só posso admitir sem pensares, deste a entender.
Quando comecei a ler o teu comentário quase conclui que duma retratação se tratava. Mas, quando cheguei ao “De certezinha. Absoluta.” Desiludi-me com as dúvidas maiores que me cabisbaixaram. E, como compreenderás, uma retratação não podia dar-se a dúvidas, sob pena de para nada servir, senão para a eventual insistência, agora encapotada e certamente deliberada, na pura e ignóbil maledicência. Talvez o problema resida em mim e nas minhas profundas limitações. Mas que me assolou um cheirinho a ironia fétida, lá isso assolou. Eis um Pedro, que desconheço, incapaz de uma retratação pura e sem margens para dúvidas? Ainda não quero crer.
A irritação é grande, mas nem por isso suficiente para motivar, por si só, a também discordância quanto à maior beleza e aos melhores odores resultantes do evocado ar condicionado. Casas de música africana com ar condicionado, douradinhos brilhantes e chão de mármore a condizer imagino que haja muitas, mas nada têm a ver com o B.Leza, à excepção de um ou outro disco a rodar no prato. O B.Leza é assim: genuíno, como a vida e como nós, cheio de defeitos indispensáveis para tantas alminhas que, como eu, moribundam de saudades. Que volte aquele bafo quente! Que volte aquela gente, aqueles músicos! Que voltem de vez aquelas vetustas e ineficazes ventoinhas! Com o cabelo ao seu vento saborearás um copo que faço questão de te oferecer.
Posto isto resta-me enfiar a rabeca no saco e desejar que o B.Leza regresse rapidamente; pois não só faço questão de ser eu a oferecer-te esse copo, como insistirei em deixar a garrafa à tua disposição. Para que as nossas noites, Ricardo, sejam sempre melhores que os vossos dias.
Pedro,
Quem leia o teu comentário no post do NCR sobre o B.Leza corre o risco de ser enganado ou ficar confuso. "De preferência com ar condicionado e sem bebidas maradas" é de uma infelicidade, diria grave.
De certeza absoluta que nunca bebeste uma bebida "marada" no B.Leza!
Não dá para escrever sem cuidado dando-se ao mal entendido, como neste caso. É o bom nome de boa gente que fica em causa.
Merece uma retratação.
Pois merece, sim senhor. Confesso, Ricardo, que das poucas vezes (três ou quatro) que fui ao B.Leza tinha jantado bem e bebido melhor. Por certo enganei-me. E o que bebi de "marado” nessas noites foi noutro sítio qualquer. De certezinha. Absoluta.
Agora numa coisa deves concordar comigo, caro Ricardo. O B.Leza ficaria muito mais belo e bem cheiroso com um ar condicionado a substituir aquelas vetustas e ineficazes ventoinhas. Ou não?
Actualização
O Ricardo não se deixou enganar por um aprendiz qualquer como eu e com um fair play digno de um cavalheiro (dos antigos) respondeu assim às minhas suaves provocações:
Pedro
Antes de mais muito obrigado pelo privilégio da “publicação” da mensagem que te enviei.
Li o teu comentário ao teu mail e, sem querer criar precedentes, não posso deixar de responder-te.
Antes de mais, não acho que tenha dado demasiada importância ao assunto. Pelo contrário. Chamei-te a atenção para a gravidade de uma afirmação que, muito leviana e irresponsavelmente, pôs em causa o bom nome de quem gere aquela casa que, como sabes, conheço bem, prezo muito e sei incapaz de proceder como, só posso admitir sem pensares, deste a entender.
Quando comecei a ler o teu comentário quase conclui que duma retratação se tratava. Mas, quando cheguei ao “De certezinha. Absoluta.” Desiludi-me com as dúvidas maiores que me cabisbaixaram. E, como compreenderás, uma retratação não podia dar-se a dúvidas, sob pena de para nada servir, senão para a eventual insistência, agora encapotada e certamente deliberada, na pura e ignóbil maledicência. Talvez o problema resida em mim e nas minhas profundas limitações. Mas que me assolou um cheirinho a ironia fétida, lá isso assolou. Eis um Pedro, que desconheço, incapaz de uma retratação pura e sem margens para dúvidas? Ainda não quero crer.
A irritação é grande, mas nem por isso suficiente para motivar, por si só, a também discordância quanto à maior beleza e aos melhores odores resultantes do evocado ar condicionado. Casas de música africana com ar condicionado, douradinhos brilhantes e chão de mármore a condizer imagino que haja muitas, mas nada têm a ver com o B.Leza, à excepção de um ou outro disco a rodar no prato. O B.Leza é assim: genuíno, como a vida e como nós, cheio de defeitos indispensáveis para tantas alminhas que, como eu, moribundam de saudades. Que volte aquele bafo quente! Que volte aquela gente, aqueles músicos! Que voltem de vez aquelas vetustas e ineficazes ventoinhas! Com o cabelo ao seu vento saborearás um copo que faço questão de te oferecer.
Posto isto resta-me enfiar a rabeca no saco e desejar que o B.Leza regresse rapidamente; pois não só faço questão de ser eu a oferecer-te esse copo, como insistirei em deixar a garrafa à tua disposição. Para que as nossas noites, Ricardo, sejam sempre melhores que os vossos dias.
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