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sexta-feira, 16 de novembro de 2007

EXTRA, EXTRA - Afinal Portugal já se encontra apurado para o EURO 2008

Quem o garante é Jesus Cristo que como todos sabem está sentado à direita do Pai. Lá no Céu. Não acreditam? Então vejam o spot com as palavras do próprio no local do costume na barra direita deste blogue. Um rigoroso exclusivo. Do Céu, para o ARCÁDIA.

EXTRA, EXTRA - Afinal Portugal já se encontra apurado para o EURO 2008

Quem o garante é Jesus Cristo que como todos sabem está sentado à direita do Pai. Lá no Céu. Não acreditam? Então vejam o spot com as palavras do próprio no local do costume na barra direita deste blogue. Um rigoroso exclusivo. Do Céu, para o ARCÁDIA.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

O mercado e a eugenia

Pese embora vivermos num país civilizado e no século XXI, a verdade é que por vezes deparamo-nos com situações perfeitamente aberrantes. Nesta época em que toda a gente tem de ser "gente bonita", todos aqueles que não o são, seja por serem "feios", seja por não estarem na corrente dominante, vão sofrendo silenciosamente um movimento centrífugo, nascido de uma ideia (não confessada, claro!) de eugenia social: só são bons os giros e os normais.

Pois bem, discutindo-se ainda a liberdade dos estabelecimentos no sentido de decidirem se aceitam ou não fumadores nos seus recintos, eis que surge uma notícia que ilustra bem as consequências nefastas de deixar ao mercado decidir quem é e quem não é aceitável para entrar num estabelecimento de porta aberta:


Um grupo de 23 pessoas com deficiência ligeira (física e mental), todas adultas, integrava a colónia de férias da Cooperativa de Solidariedade Social Cercipóvoa, da Póvoa de Santa Iria. Maria João Aires, uma das monitoras que esteve no local, conta como tudo se passou. O grupo chegou ao Hawaii por volta das 23h00 e durante cerca de uma hora divertiu-se, dançou e, segundo a monitora, “interagiu com os outros clientes”. Hora e meia depois um dos funcionários do estabelecimento informou Maria João Aires de que este iria fechar, devido a um problema técnico, convidando-os a pagar e a sair.A monitora confessa ter achado estranho, pois os outros clientes não estariam a ser avisados do mesmo problema.
Decidiu permanecer. Minutos depois é dada indicação de que o bar iria mesmo encerrar. O grupo sai, juntamente com os outros clientes, só que estes permanecem junto à porta, de copo na mão. “Disseram-me que iria fechar e já não voltaria a abrir, mas estavam a pedir aos outros para não se irem embora”, disse ao Correio da Manhã. Maria João Aires decidiu mandar o grupo embora e esconder-se ali perto. O que viu chocou-a: “Automaticamente as portas abriram-se e o bar voltou a funcionar em pleno.” A monitora voltou a aproximar-se do bar para pedir o Livro de Reclamações, mas responderam-lhe que “nem sequer existia”, apesar de uma referência à sua existência na porta do estabelecimento.Chamou então a PSP e foram os agentes da esquadra do Calvário que exigiram o Livro de Reclamações. Este foi novamente recusado pelo funcionário do Hawaii, argumentando que o bar não havia prestado qualquer tipo de serviço ao grupo. Maria João Aires não pensou duas vezes. Sacou do comprovativo da despesa e mostrou-o: 75 euros, relativos a 29 bebidas consumidas. Só nessa altura o livro surgiu. (correio da manhã)

Caros leitores, a partir de agora "Hawaii" só o arquipélago!

O mercado e a eugenia

Pese embora vivermos num país civilizado e no século XXI, a verdade é que por vezes deparamo-nos com situações perfeitamente aberrantes. Nesta época em que toda a gente tem de ser "gente bonita", todos aqueles que não o são, seja por serem "feios", seja por não estarem na corrente dominante, vão sofrendo silenciosamente um movimento centrífugo, nascido de uma ideia (não confessada, claro!) de eugenia social: só são bons os giros e os normais.

Pois bem, discutindo-se ainda a liberdade dos estabelecimentos no sentido de decidirem se aceitam ou não fumadores nos seus recintos, eis que surge uma notícia que ilustra bem as consequências nefastas de deixar ao mercado decidir quem é e quem não é aceitável para entrar num estabelecimento de porta aberta:


Um grupo de 23 pessoas com deficiência ligeira (física e mental), todas adultas, integrava a colónia de férias da Cooperativa de Solidariedade Social Cercipóvoa, da Póvoa de Santa Iria. Maria João Aires, uma das monitoras que esteve no local, conta como tudo se passou. O grupo chegou ao Hawaii por volta das 23h00 e durante cerca de uma hora divertiu-se, dançou e, segundo a monitora, “interagiu com os outros clientes”. Hora e meia depois um dos funcionários do estabelecimento informou Maria João Aires de que este iria fechar, devido a um problema técnico, convidando-os a pagar e a sair.A monitora confessa ter achado estranho, pois os outros clientes não estariam a ser avisados do mesmo problema.
Decidiu permanecer. Minutos depois é dada indicação de que o bar iria mesmo encerrar. O grupo sai, juntamente com os outros clientes, só que estes permanecem junto à porta, de copo na mão. “Disseram-me que iria fechar e já não voltaria a abrir, mas estavam a pedir aos outros para não se irem embora”, disse ao Correio da Manhã. Maria João Aires decidiu mandar o grupo embora e esconder-se ali perto. O que viu chocou-a: “Automaticamente as portas abriram-se e o bar voltou a funcionar em pleno.” A monitora voltou a aproximar-se do bar para pedir o Livro de Reclamações, mas responderam-lhe que “nem sequer existia”, apesar de uma referência à sua existência na porta do estabelecimento.Chamou então a PSP e foram os agentes da esquadra do Calvário que exigiram o Livro de Reclamações. Este foi novamente recusado pelo funcionário do Hawaii, argumentando que o bar não havia prestado qualquer tipo de serviço ao grupo. Maria João Aires não pensou duas vezes. Sacou do comprovativo da despesa e mostrou-o: 75 euros, relativos a 29 bebidas consumidas. Só nessa altura o livro surgiu. (correio da manhã)

Caros leitores, a partir de agora "Hawaii" só o arquipélago!

terça-feira, 19 de junho de 2007

Pina Manique reencarnou...

... então era ele que ela me fazia lembrar...
Os soviéticos procediam da mesma forma: isolar, repreender e suspender funções durante tempo indeterminado até vergar os contestatários. Suspender um funcionário por 240 dias quer simplesmente dizer tirar-lhe o salário durante 8 meses, impedi-lo de manter as obrigações do pagamento da renda da casa, a conta do telefone, as compras para a despensa, o pagamento da água, do gás e da electricidade. O Professor Charrua vai contrair empréstimos a amigos - os bancos não emprestam dinheiro a proscritos - e compelido a vender tudo o que de valor tiver em casa: os livros, o computador, os electrodomésticos, uma peça, um móvel, umas libras de ouro, um terreno. É assim que se submetem as pessoas. Que eu saiba - salvo três excepções, uma delas sem motivos políticos, mas moralões - nem o Estado Novo praticou com tamanha crueldade esta política de cortes calóricos aos funcionários públicos mais rebeldes.

Pina Manique reencarnou...

... então era ele que ela me fazia lembrar...
Os soviéticos procediam da mesma forma: isolar, repreender e suspender funções durante tempo indeterminado até vergar os contestatários. Suspender um funcionário por 240 dias quer simplesmente dizer tirar-lhe o salário durante 8 meses, impedi-lo de manter as obrigações do pagamento da renda da casa, a conta do telefone, as compras para a despensa, o pagamento da água, do gás e da electricidade. O Professor Charrua vai contrair empréstimos a amigos - os bancos não emprestam dinheiro a proscritos - e compelido a vender tudo o que de valor tiver em casa: os livros, o computador, os electrodomésticos, uma peça, um móvel, umas libras de ouro, um terreno. É assim que se submetem as pessoas. Que eu saiba - salvo três excepções, uma delas sem motivos políticos, mas moralões - nem o Estado Novo praticou com tamanha crueldade esta política de cortes calóricos aos funcionários públicos mais rebeldes.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

As bandeiras letãs

Confesso que uma vez deu-me para pensar queimar uma bandeira. Eu era ainda mais puto do que sou agora, e forças indonésias tinham acabado de perpretar o massacre do cemitério de Santa Cruz, em Dili. Mas depois pensei: "- espera lá, uma coisa é a Indonésia, outra coisa são os gajos que lá mandam". E pronto, lá me passou esse impulso imbecil.
Tem merecido algum destaque (felizmente que pouco) a situação de alguns portugueses e espanhóis que resolveram entreter-se ultrajando bandeiras letãs, em plena Letónia.
Ok, eu sei, a estupidez não é crime, mas os actos estúpidos podem sê-lo (v.g. o "tuga" que foi fumar charros para o Dubai...), mais a mais quando se está em território estrangeiro, mais a mais, logo após um conflito nacionalista entre a Letónia e a Rússia (por causa da estátua do soldado soviético desconhecido).
Mas o que mais me impressiona nisto tudo é a convicção (que aparenta ser sincera) de que nada fizeram de mal, que apenas se estavam a divertir quando foram interrompidos por uns polícias mal-humorados. Trata-se de pessoas que não têm o mínimo sentido de cidadania, de responsabilidade, e que acharam por bem divertir-se à conta de símbolos nacionais. É assustador: eles nem percebem o que de mal fizeram...

As bandeiras letãs

Confesso que uma vez deu-me para pensar queimar uma bandeira. Eu era ainda mais puto do que sou agora, e forças indonésias tinham acabado de perpretar o massacre do cemitério de Santa Cruz, em Dili. Mas depois pensei: "- espera lá, uma coisa é a Indonésia, outra coisa são os gajos que lá mandam". E pronto, lá me passou esse impulso imbecil.
Tem merecido algum destaque (felizmente que pouco) a situação de alguns portugueses e espanhóis que resolveram entreter-se ultrajando bandeiras letãs, em plena Letónia.
Ok, eu sei, a estupidez não é crime, mas os actos estúpidos podem sê-lo (v.g. o "tuga" que foi fumar charros para o Dubai...), mais a mais quando se está em território estrangeiro, mais a mais, logo após um conflito nacionalista entre a Letónia e a Rússia (por causa da estátua do soldado soviético desconhecido).
Mas o que mais me impressiona nisto tudo é a convicção (que aparenta ser sincera) de que nada fizeram de mal, que apenas se estavam a divertir quando foram interrompidos por uns polícias mal-humorados. Trata-se de pessoas que não têm o mínimo sentido de cidadania, de responsabilidade, e que acharam por bem divertir-se à conta de símbolos nacionais. É assustador: eles nem percebem o que de mal fizeram...

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Da bufaria

Desde a Inquisição que Portugal é um país de bufos e de invejosos.
De invejosos da riqueza e do sucesso dos outros, facto que determinava a delação de judeus, protestantes e membros de qualquer corrente fora do "mainstream".
A bufaria de factos que são inócuos mas que, para uns, são "gravíssimos", mais não é que a continuação do sentimento paroquial, mesquinho e desprezível que contamina a alma portuguesa, alimentado no Séc. XX pelo Estado Novo, e que agora continua cavalgando a onda do fim da privacidade.
Não nos esqueçamos que a transparência é apanágio das ditaduras. E que o direito à privacidade é uma conquista da democracia.

Da bufaria

Desde a Inquisição que Portugal é um país de bufos e de invejosos.
De invejosos da riqueza e do sucesso dos outros, facto que determinava a delação de judeus, protestantes e membros de qualquer corrente fora do "mainstream".
A bufaria de factos que são inócuos mas que, para uns, são "gravíssimos", mais não é que a continuação do sentimento paroquial, mesquinho e desprezível que contamina a alma portuguesa, alimentado no Séc. XX pelo Estado Novo, e que agora continua cavalgando a onda do fim da privacidade.
Não nos esqueçamos que a transparência é apanágio das ditaduras. E que o direito à privacidade é uma conquista da democracia.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

o gangue do prepúcio


O Blasfémias e o Insurgente deram origem a (mais) um renascimento das discussões sobre a conspiração judaica mundial.

Já disse que acho que a melhor conspiração é dizer que não há conspiração, mas há tipos que se pelam pelos clássicos: os maçons, os jesuítas, os filmes subliminares da Disney...

o gangue do prepúcio


O Blasfémias e o Insurgente deram origem a (mais) um renascimento das discussões sobre a conspiração judaica mundial.

Já disse que acho que a melhor conspiração é dizer que não há conspiração, mas há tipos que se pelam pelos clássicos: os maçons, os jesuítas, os filmes subliminares da Disney...