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domingo, 1 de agosto de 2010

A Globo apresenta David Luiz, aos Brasileiros

Quando eu for grande quero ser como Deus: brasileiro!
A Globo veio a Portugal, ou melhor, ao Algarve, para ver e dar a conhecer David Luiz.
A peça que não chega sequer aos dois minutos é ao mesmo tempo uma delícia e uma lição de excelente jornalismo. Objectividade e rigor, critica sibilina (a língua que “é mostarda” pelo protagonista à alarvidade de um speaker), bom humor; tudo num perfeito caldeirão que vai bem além da simples informação, e é mostrado de forma sucinta. Perfeito.

A Globo apresenta David Luiz, aos Brasileiros

Quando eu for grande quero ser como Deus: brasileiro!
A Globo veio a Portugal, ou melhor, ao Algarve, para ver e dar a conhecer David Luiz.
A peça que não chega sequer aos dois minutos é ao mesmo tempo uma delícia e uma lição de excelente jornalismo. Objectividade e rigor, critica sibilina (a língua que “é mostarda” pelo protagonista à alarvidade de um speaker), bom humor; tudo num perfeito caldeirão que vai bem além da simples informação, e é mostrado de forma sucinta. Perfeito.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Jornal 24 Horas vai encerrar

O encerramento de um jornal (link) nunca é uma boa notícia. Ainda que esse jornal seja o pior pasquim ao cimo da terra.

Jornal 24 Horas vai encerrar

O encerramento de um jornal (link) nunca é uma boa notícia. Ainda que esse jornal seja o pior pasquim ao cimo da terra.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A lenta agonia do jornalismo televisivo

Apesar dos seus 80 anos o meu pai ainda vai à bola, pelo menos à Catedral. E leva sempre consigo um pequeno rádio a pilhas que liga sempre que existe um lance dito “duvidoso”. Do outro lado ouve um qualquer relato que é feito por pessoas que também têm um monitor à sua frente. Assim, somos dos primeiros a saber se aquele lance resultou ou não em mais um “engano” contra o nosso Querido Clube.

Não sei de onde vem esta fúria pela notícia. Venha de onde vier, da natureza ou da cultura, sei sim que ela é transversal. Não conhece idades ou classes sócias. Cores ou credos.

Ontem, pelas onze e meia da noite, alguém escrevia no seu Facebook: “Ultima hora, incêndio no edifício da Suiça no Rossio”. Rapidamente a noticia saltava para a timeline do Twitter. Em poucos minutos foi confirmada por quem passava no local ou mora nas colinas ao redor do centro da cidade. Meia-noite: os telejornais televisivos quase ignoram o pesadelo que se apodera dos lisboetas, para sempre traumatizados com aquele longínquo dia 25 de Agosto de 1988 (link). “Já não há chamas, apenas fumo branco” replicava-se no twitter o que apenas se ouvia de um qualquer repoter da SIC Noticias, aparentemente, no local. Dez minutos passados após a meia-noite, o primeiro vídeo das chamas chegava ao Facebook. Dai a cinco minutos, alguém escrevia qualquer coisa como isto no twitter: “bombeiros retiram dos escombros do prédio do Rossio o jornalismo televisivo”.

Isto…, é só o início, pois o 4G (link) avança a todo o vapor. Primeiro abandonámos os telejornais nas televisões generalistas, agora pomos de lado os próprios canais noticiosos. Estes não parecem muito preocupados, pois continuam fieis à “noticia enlatada” e à preguiça do “directo do interior de uma sala ou à porta de um edifício”.

No futuro, apesar de todos continuarem ávidos pela noticia, ninguém, rigorosamente, ninguém, vai ver e ouvir noticias naquele objecto gigante e vagamente inestético da sala lá de casa.

[foto]

A lenta agonia do jornalismo televisivo

Apesar dos seus 80 anos o meu pai ainda vai à bola, pelo menos à Catedral. E leva sempre consigo um pequeno rádio a pilhas que liga sempre que existe um lance dito “duvidoso”. Do outro lado ouve um qualquer relato que é feito por pessoas que também têm um monitor à sua frente. Assim, somos dos primeiros a saber se aquele lance resultou ou não em mais um “engano” contra o nosso Querido Clube.

Não sei de onde vem esta fúria pela notícia. Venha de onde vier, da natureza ou da cultura, sei sim que ela é transversal. Não conhece idades ou classes sócias. Cores ou credos.

Ontem, pelas onze e meia da noite, alguém escrevia no seu Facebook: “Ultima hora, incêndio no edifício da Suiça no Rossio”. Rapidamente a noticia saltava para a timeline do Twitter. Em poucos minutos foi confirmada por quem passava no local ou mora nas colinas ao redor do centro da cidade. Meia-noite: os telejornais televisivos quase ignoram o pesadelo que se apodera dos lisboetas, para sempre traumatizados com aquele longínquo dia 25 de Agosto de 1988 (link). “Já não há chamas, apenas fumo branco” replicava-se no twitter o que apenas se ouvia de um qualquer repoter da SIC Noticias, aparentemente, no local. Dez minutos passados após a meia-noite, o primeiro vídeo das chamas chegava ao Facebook. Dai a cinco minutos, alguém escrevia qualquer coisa como isto no twitter: “bombeiros retiram dos escombros do prédio do Rossio o jornalismo televisivo”.

Isto…, é só o início, pois o 4G (link) avança a todo o vapor. Primeiro abandonámos os telejornais nas televisões generalistas, agora pomos de lado os próprios canais noticiosos. Estes não parecem muito preocupados, pois continuam fieis à “noticia enlatada” e à preguiça do “directo do interior de uma sala ou à porta de um edifício”.

No futuro, apesar de todos continuarem ávidos pela noticia, ninguém, rigorosamente, ninguém, vai ver e ouvir noticias naquele objecto gigante e vagamente inestético da sala lá de casa.

[foto]

quarta-feira, 17 de março de 2010

O céu como futuro

Este artigo do The New York Times (link) é exemplar a vários títulos.
Era tão bom que a impressa on-line portuguesa fosse assim escorreita, perspicaz, informada, clara, sucinta, esclarecedora; que, numa palavra, fosse impressa.

O céu como futuro

Este artigo do The New York Times (link) é exemplar a vários títulos.
Era tão bom que a impressa on-line portuguesa fosse assim escorreita, perspicaz, informada, clara, sucinta, esclarecedora; que, numa palavra, fosse impressa.

domingo, 11 de outubro de 2009

País pequenino este

Porque é que em noites eleitorais os três principais canais de televisão portugueses vão para intervalo ao mesmo tempo?

País pequenino este

Porque é que em noites eleitorais os três principais canais de televisão portugueses vão para intervalo ao mesmo tempo?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

i parabéns

Foram várias as vezes que estive para escrever um post dedicado ao novo i. Tantas como aquelas que não o escrevi. Hoje o i completa as suas primeiras cem edições. Será hoje?
Objectivamente: adoro o i!
Recordo onde e como comprei o primeiro numero do jornal. Estranhei aquela capa, aquela aparente dispersão de temas, a nova geografia das notícias. Depois, nestes últimos cento e tal dias, entranhei o prazer de quem faz um jornal novo, um jornal sucinto quando o tem de ser, responsável, objectivo, efervescente. Um jornal que deve dar um gozo imenso a quem o faz. Só pode.
Estranhei, entranho. Estranhei durante semanas a fio não comprar o “meu” jornal de sempre, entranho todos os dias algo tão bom que não compreendo como surge num pais (quase) totalmente atrofiado e adormecido.
Estranho não haver i ao domingo; entranho como foi possível passar tantos anos a ler tão pouco e tão mal.
Parabéns a todos aqueles que nos fazem o i: que nunca vos falte na vida honesto estudo.

i parabéns

Foram várias as vezes que estive para escrever um post dedicado ao novo i. Tantas como aquelas que não o escrevi. Hoje o i completa as suas primeiras cem edições. Será hoje?
Objectivamente: adoro o i!
Recordo onde e como comprei o primeiro numero do jornal. Estranhei aquela capa, aquela aparente dispersão de temas, a nova geografia das notícias. Depois, nestes últimos cento e tal dias, entranhei o prazer de quem faz um jornal novo, um jornal sucinto quando o tem de ser, responsável, objectivo, efervescente. Um jornal que deve dar um gozo imenso a quem o faz. Só pode.
Estranhei, entranho. Estranhei durante semanas a fio não comprar o “meu” jornal de sempre, entranho todos os dias algo tão bom que não compreendo como surge num pais (quase) totalmente atrofiado e adormecido.
Estranho não haver i ao domingo; entranho como foi possível passar tantos anos a ler tão pouco e tão mal.
Parabéns a todos aqueles que nos fazem o i: que nunca vos falte na vida honesto estudo.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Também eu sou adepto de futebol

Manipulada pelos diferentes poderes, a generalidade da comunicação social tem prestado um péssimo (mais um) serviço à verdade na ultra-mediática operação “Fair-play”. Mentiras, mentiras e mais mentiras que repetidas até à exaustação acabam por ser assimiladas pelo zé-povo como verdades insofismáveis.

A verdade é, regra geral, um processo demasiado complexo. Demasiado complexo para ser servido aos pategos que sorvem os “telejornais das oito”.

Qualquer vulgar adepto de futebol (leia-se aquele que nos dias de jogo acompanha a sua equipa do coração rodeado de país, filhos, netos, sobrinhos, tios e demais amigos) já sofreu na pele as consequências da sua vulgar condição.

Existe por ai um blogue, que não se cansa de divulgar as agruras que sofre qualquer adepto de futebol, e, felizmente, não se cansa: “Quanto a este blog, ele existirá enquanto os Adeptos de Futebol forem injustiçados e enquanto um bastão se erguer contra nós!” (o blogue em causa não precisa de publicidade – já é lido por quem tem de o fazer - por isso seguem as glosas sem link).

Como podem ler infra, no blogue em causa, hoja, uma vez mais, escrevem-se algumas verdades; daquelas que doem, que custam, que muitos tentam ignorar. E que não passam daquilo que são: verdades.

"Num País onde um Banco serviu de Banquete para políticos, ex-políticos e os amigos do costume, onde a Líder do principal partido da oposição diz que dava jeito viver seis meses em Ditadura para arrumar a casa. Num país onde se ignora uma apreensão de 3000 kg de haxixe (ontem) mas se dá mediatismo digno de Hollywood (ou será Bollywood?) a quem é preso com 15kg. Não há Jornalismo sério, independente e de investigação em Portugal. A prova está á vista mais um vez hoje na capa do “Jornal” 24 Horas."

Também eu sou adepto de futebol

Manipulada pelos diferentes poderes, a generalidade da comunicação social tem prestado um péssimo (mais um) serviço à verdade na ultra-mediática operação “Fair-play”. Mentiras, mentiras e mais mentiras que repetidas até à exaustação acabam por ser assimiladas pelo zé-povo como verdades insofismáveis.

A verdade é, regra geral, um processo demasiado complexo. Demasiado complexo para ser servido aos pategos que sorvem os “telejornais das oito”.

Qualquer vulgar adepto de futebol (leia-se aquele que nos dias de jogo acompanha a sua equipa do coração rodeado de país, filhos, netos, sobrinhos, tios e demais amigos) já sofreu na pele as consequências da sua vulgar condição.

Existe por ai um blogue, que não se cansa de divulgar as agruras que sofre qualquer adepto de futebol, e, felizmente, não se cansa: “Quanto a este blog, ele existirá enquanto os Adeptos de Futebol forem injustiçados e enquanto um bastão se erguer contra nós!” (o blogue em causa não precisa de publicidade – já é lido por quem tem de o fazer - por isso seguem as glosas sem link).

Como podem ler infra, no blogue em causa, hoja, uma vez mais, escrevem-se algumas verdades; daquelas que doem, que custam, que muitos tentam ignorar. E que não passam daquilo que são: verdades.

"Num País onde um Banco serviu de Banquete para políticos, ex-políticos e os amigos do costume, onde a Líder do principal partido da oposição diz que dava jeito viver seis meses em Ditadura para arrumar a casa. Num país onde se ignora uma apreensão de 3000 kg de haxixe (ontem) mas se dá mediatismo digno de Hollywood (ou será Bollywood?) a quem é preso com 15kg. Não há Jornalismo sério, independente e de investigação em Portugal. A prova está á vista mais um vez hoje na capa do “Jornal” 24 Horas."

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Tudo Bons Rapazes

Eles querem ver tudo, filmar tudo, registar tudo, meter o bedelho em tudo. Assumem-se como o “quarto poder”. Eles são o verdadeiro “Grande Irmão” do século XXI. Estão em todo o lado, em qualquer beco ou viela, em qualquer frincha, sempre a gravar, para depois editar e mostrar e chorar que foram agredidos que levaram uns tabefes, que apanharam umas “pinguinhas”.
Hoje, à porta do TIC, os Rapazes Sem Nome só pecaram por falta de pontaria. E só se perderam aquelas que caíram no chão.
Deixem lá, não faltaram oportunidades.

Ah…, e com tudo isto parece que já ninguém quer saber da omeleta que as crianças fizeram com a ministra da educação, da “luta” dos professores, da crise económica e, até…, do Salvador Obama.

Tudo Bons Rapazes

Eles querem ver tudo, filmar tudo, registar tudo, meter o bedelho em tudo. Assumem-se como o “quarto poder”. Eles são o verdadeiro “Grande Irmão” do século XXI. Estão em todo o lado, em qualquer beco ou viela, em qualquer frincha, sempre a gravar, para depois editar e mostrar e chorar que foram agredidos que levaram uns tabefes, que apanharam umas “pinguinhas”.
Hoje, à porta do TIC, os Rapazes Sem Nome só pecaram por falta de pontaria. E só se perderam aquelas que caíram no chão.
Deixem lá, não faltaram oportunidades.

Ah…, e com tudo isto parece que já ninguém quer saber da omeleta que as crianças fizeram com a ministra da educação, da “luta” dos professores, da crise económica e, até…, do Salvador Obama.