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sábado, 15 de agosto de 2009

Yo no creo en brujas...

Será que as insinuações que o Artic Sea terá sido atacado ao largo da costa portuguesa (primeiro pelas autoridades russas, agora pela Comissão Europeia) têm o propósito de descredibilizar o projecto de extensão da soberania portuguesa no Atlântico?

Yo no creo en brujas...

Será que as insinuações que o Artic Sea terá sido atacado ao largo da costa portuguesa (primeiro pelas autoridades russas, agora pela Comissão Europeia) têm o propósito de descredibilizar o projecto de extensão da soberania portuguesa no Atlântico?

sábado, 26 de julho de 2008

Chamam ao telefone o senhor doutor Afonso Henriques

Não está feita a catarse da Guerra Colonial. Nem da perda das província ultramarinas. Nem do fim do quinto-imperismo.
Empurramos para debaixo do tapete as nossas derrotas, justificamo-las com conspirações próximas ou longínquas (os espanhóis fazem tudo para dar cabo de nós, os holandeses também, os ingleses são uns traidores, os indianos uns ingratos, jesuítas e maçons um perigo, etc. ...), mas, principalmente, procuramos nunca encontrar as suas causas.
Enquanto fizermos de conta que o nosso atraso é meramente material continuaremos cegos do futuro que podemos merecer.
Acabei de ler "Chamam ao telefone o Senhor Doutor Afonso Henriques" de Nuno Nazareth Fernandes (entrevista na Antena 1), um romance escrito de uma forma inteligente, bem humorado e muito mais profundo do que à primeira vista pode parecer.
O que é que o livro tem que ver com os três primeiros parágrafos deste post?
Se o dissesse estragaria o romance...

Chamam ao telefone o senhor doutor Afonso Henriques

Não está feita a catarse da Guerra Colonial. Nem da perda das província ultramarinas. Nem do fim do quinto-imperismo.
Empurramos para debaixo do tapete as nossas derrotas, justificamo-las com conspirações próximas ou longínquas (os espanhóis fazem tudo para dar cabo de nós, os holandeses também, os ingleses são uns traidores, os indianos uns ingratos, jesuítas e maçons um perigo, etc. ...), mas, principalmente, procuramos nunca encontrar as suas causas.
Enquanto fizermos de conta que o nosso atraso é meramente material continuaremos cegos do futuro que podemos merecer.
Acabei de ler "Chamam ao telefone o Senhor Doutor Afonso Henriques" de Nuno Nazareth Fernandes (entrevista na Antena 1), um romance escrito de uma forma inteligente, bem humorado e muito mais profundo do que à primeira vista pode parecer.
O que é que o livro tem que ver com os três primeiros parágrafos deste post?
Se o dissesse estragaria o romance...

terça-feira, 11 de março de 2008

Arcádia no Novo Portugal

O Arcádia esteve presente no Novo Portugal, participando no estabelecimento de sete desígnios para o país. grupo sectorial que debateu o tema "Espaço" e redigiu o desígnio nessa matéria

Arcádia no Novo Portugal

O Arcádia esteve presente no Novo Portugal, participando no estabelecimento de sete desígnios para o país. grupo sectorial que debateu o tema "Espaço" e redigiu o desígnio nessa matéria

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Frase do ano

O "mal-estar difuso" é simplesmente o regresso à realidade.
Vasco Pulido Valente, no Público

Frase do ano

O "mal-estar difuso" é simplesmente o regresso à realidade.
Vasco Pulido Valente, no Público

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Salazar, Salazar, Salazar!!!

Este é um post politicamente incorrecto, ideologicamente desalinhado e susceptível de irritar algumas consciências mais frágeis. Por favor, se é susceptível ao livre debate de ideias é favor mudar de canal neste momento!
Depois não diga que eu não avisei…

Hoje não é dia da Raça. Mas apetece-me dar corda à minha costela fascizoide e salazarenta - no fundo, no fundo cada um tem a sua. É verdade, por vezes tenho assim uns ataques. Normalmente sento-me e espero que passe. Hoje sentei-me, não passou rápido. Pelo contrario, intensificou-se. E decidi escrever.
A culpa é do Sol, provavelmente o semanário mais pop-chunga da Europa ocidental e arredores. Não conheço pior. O Sol vem confirmar na primeira pagina aquilo que em surdina passou primeiro para as redacções dos jornais e em seguida se foi espalhando rapidamente. Salazar foi o grande vencedor daquela coisa dos maiores portugueses. Armados em batoteiros os senhores organizadores decidiram mudar as regras do jogo. Mas Salazar, rapidamente e em força, voltou ao comando! É bem feito! Quiseram tirar os esqueletos do armário, agora aguentem-se. Viva Salazar!
Mas esta vitoria de pirro do aldeão tiranete - a confirmar-se - apresenta alguns aspectos interessantes. A meu ver, por um lado, demonstra (e confirma) que o Portugal rural, boçal, analfabeto e andrajoso é como a natureza: está ai. As elites só vão ao café com as elites e tem conversas de elites. Porque se as elites fossem ao café com o português médio facilmente se deparavam com aquele desabafo típico do "isto está mesmo a precisar é de um Salazar!". Será mesmo só um desabafo, ou mais qualquer coisa?
Por outro, demonstra a existência em Portugal de uma "direita" para alem da direita que quando quer se sabe organizar. Mas é cobarde. Tapa a cara, esconde a sua pessoa - como vimos domingo na cauda da manif do Não ao aborto. Lá, no conforto e segurança do lar, em frente ao computador ou com o telefone na mão vota…, Salazar! É curioso, não é? Vota Salazar!
O interesse da questão está precisamente nestes últimos. À ultra direita que existe em Portugal só resta a seria reorganização, e a profunda ideoligização. A ultra direita existe, ávida de um líder, ávida de um ideólogo, esfomeada por um programa de acção. E a extrema-esquerda está a pedi-la. Cada vez mais intensamente.
A ultra direita portuguesa é uma inevitabilidade. Resta saber quanto tempo mais teremos de esperar por ela.
E voltando ao tal concursito, devo ser claro; demonstrando ao que chegou a brincadeira: Antes Salazar que Cunhal!

PSL

Salazar, Salazar, Salazar!!!

Este é um post politicamente incorrecto, ideologicamente desalinhado e susceptível de irritar algumas consciências mais frágeis. Por favor, se é susceptível ao livre debate de ideias é favor mudar de canal neste momento!
Depois não diga que eu não avisei…

Hoje não é dia da Raça. Mas apetece-me dar corda à minha costela fascizoide e salazarenta - no fundo, no fundo cada um tem a sua. É verdade, por vezes tenho assim uns ataques. Normalmente sento-me e espero que passe. Hoje sentei-me, não passou rápido. Pelo contrario, intensificou-se. E decidi escrever.
A culpa é do Sol, provavelmente o semanário mais pop-chunga da Europa ocidental e arredores. Não conheço pior. O Sol vem confirmar na primeira pagina aquilo que em surdina passou primeiro para as redacções dos jornais e em seguida se foi espalhando rapidamente. Salazar foi o grande vencedor daquela coisa dos maiores portugueses. Armados em batoteiros os senhores organizadores decidiram mudar as regras do jogo. Mas Salazar, rapidamente e em força, voltou ao comando! É bem feito! Quiseram tirar os esqueletos do armário, agora aguentem-se. Viva Salazar!
Mas esta vitoria de pirro do aldeão tiranete - a confirmar-se - apresenta alguns aspectos interessantes. A meu ver, por um lado, demonstra (e confirma) que o Portugal rural, boçal, analfabeto e andrajoso é como a natureza: está ai. As elites só vão ao café com as elites e tem conversas de elites. Porque se as elites fossem ao café com o português médio facilmente se deparavam com aquele desabafo típico do "isto está mesmo a precisar é de um Salazar!". Será mesmo só um desabafo, ou mais qualquer coisa?
Por outro, demonstra a existência em Portugal de uma "direita" para alem da direita que quando quer se sabe organizar. Mas é cobarde. Tapa a cara, esconde a sua pessoa - como vimos domingo na cauda da manif do Não ao aborto. Lá, no conforto e segurança do lar, em frente ao computador ou com o telefone na mão vota…, Salazar! É curioso, não é? Vota Salazar!
O interesse da questão está precisamente nestes últimos. À ultra direita que existe em Portugal só resta a seria reorganização, e a profunda ideoligização. A ultra direita existe, ávida de um líder, ávida de um ideólogo, esfomeada por um programa de acção. E a extrema-esquerda está a pedi-la. Cada vez mais intensamente.
A ultra direita portuguesa é uma inevitabilidade. Resta saber quanto tempo mais teremos de esperar por ela.
E voltando ao tal concursito, devo ser claro; demonstrando ao que chegou a brincadeira: Antes Salazar que Cunhal!

PSL